Anti-Herói Americano

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Crítica Cineweb

17/05/2003

O roteirista de quadrinhos americano Harvey Pekar é o centro de Anti-Herói Americano, um criativo documentário assinado pelo casal Shari Springer Berman e Robert Pulcini, uma das atrações mais badaladas da mostra paralela Un Certain Regard, no Festival de Cannes de 2003. Ganhador do Grande Prêmio do Júri do último Festival de Sundance, reúne imagens verídicas e participações do próprio Pekar - cujas histórias foram ilustradas, entre outros, pelo famoso amigo Robert Crumb, autor de Fritz the Cat e Mr. Natural -, além de seqüências em desenho animado para recontar a trajetória de seu biografado.

O título irônico em inglês ( American Splendor, "esplendor americano" em português) é emprestado do mais famoso gibi produzido por Pekar, nos anos 70, e que se nutre visceralmente de sua própria vida e da de seus amigos e parentes, como todas as histórias que ele escreve (ele não sabe desenhar). Depressivo e ciclotímico como seu amigo Crumb, Pekar é impiedoso nessa striptease profunda de suas manias mais constrangedoras, bem como de seus colegas - ele trabalhou até a aposentadoria, em 2001, como arquivista num hospital de Cleveland - e de sua mulher, Joyce Brabner, sua parceira em algumas histórias mais recentes, como Our Cancer Year, em que eles contam a dolorosa experiência de Pekar com o câncer (afinal, vencida).

Nas partes encenadas, o papel de Pekar é vivido pelo ator Paul Giamatti e o de Joyce, por Hope Davis (vista recentemente como a filha de Jack Nicholson no filme As Confissões de Schmidt). Mas a obra inclui também as tumultuadas participações de Pekar no Late Night with David Letterman - um relacionamento que, dado o tamanho do ego dos dois envolvidos, não poderia mesmo ter durado muito.

Neusa Barbosa


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