Fanfan la Tulipe

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Crítica Cineweb

14/05/2003

O trabalho, que abriu o Festival de Cannes de 2003, é uma refilmagem sofisticada do clássico francês de capa e espada de 1952, agora na versão modernizada (mas nem tanto) do diretor Gérard Krawczyk.

Fanfan la Tulipe é um produto tipicamente europeu e pensado para agradar às platéias francesas. O roteiro e diálogos (de Besson em parceria com o veterano Jean Cosmos) com certeza resgatam a leveza do gênero, aliando os temperos da comédia física e do romance para manter os bons fluidos do público em movimento. O protagonista (Vincent Perez) é um aventureiro que, no século XVIII, diverte-se em seduzir todas as mulheres enquanto a maioria dos homens vai à guerra ou se ocupa da agricultura - duas das ocupações estafantes que Fanfan abomina. "A guerra despovoa o mundo, eu o repovôo", declara cinicamente ao pai de uma de suas "vítimas" (bastante cooperativas, a bem da verdade).

Em suas andanças, Fanfan encontra uma aventureira à sua altura, Adeline (Penélope Cruz), malandra que vive de expedientes, como ler mãos. Nas linhas da palma de Fanfan, ela prediz que ele entrará para o exército e se casará com uma princesa, tornando-se rico e dono de muitos castelos. Fórmula que ela repete, aliás, a todos os seus incautos clientes. Como a primeira parte de sua predição (a parte do exército) se cumpre e Fanfan, por acidente, salva mesmo a princesa e a amante do rei Luís XV, a marquesa de Pompadour (Hélène de Fougerolles), das mãos de bandidos, o rapaz se ilude e acha que a fortuna vem no seu caminho. Sem ver - ainda - o óbvio: que é Adeline a princesa que lhe cabe nesta vida.

Para Penélope Cruz, o desafio foi atuar sob o registro de uma comédia física e ter de falar francês, uma língua que estudou quando garota, só retomando agora esse contato. Como os diálogos são elaborados num contexto histórico, ela teve de contar com o apoio de um instrutor de diálogos.

Cineweb-14/5/2003

Neusa Barbosa


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