Sou Espião

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Crítica Cineweb

13/05/2003

Quando o mundo está em perigo, nada melhor do que uma pessoa completamente inapta para salvá-lo. Pelo menos, é o que se vê no cinema nos últimos seis meses. Comediantes dos mais variados calibres usaram todo o seu humor e torpeza na luta contra traficantes de armas, perigosos assassinos e milionários excêntricos. E Sou Espião não é diferente.

Estrelado por Eddie Murphy e Owen Wilson (Bater ou Correr em Londres), o filme se assemelha muito às mais recentes produções sobre o tema: transforma-se um atrapalhado cidadão em um espião internacional para que este lute contra um exército de mercenários e consiga, enfim, libertar o mundo de terríveis ameaças. Aqui, no caso, recuperar um avião de guerra invisível, Switchblade, uma arma altamente mortal, roubada do governo americano, que será leiloada por traficantes em Praga, capital da República Tcheca.

Embora trate-se de uma versão cinematrográfica de I Spy, popular seriado de TV da década de 60, o que poderia dar algum diferencial à produção, a adaptação do roteiro, escrito a oito mãos, para nossos tempos não saiu da mesmice. Até porque, o seriado, na época, estava intrinsecamente ligado à guerra fria, buscando assim uma forma humorada de encarar o conflito.

Dessa forma, o que salva Sou Espião é o carisma da dupla Murphy e Wilson, apesar da pouca originalidade vista nos diálogos e nas situações que se apresentam. A capacidade humorística, principalmente de Eddie Murphy, desperdiçada em seus últimos filmes, permite que o espectador se divirta nos pouco mais de 90 minutos de duração.

Cineweb-16/5/2003

Rodrigo Zavala


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