Separações

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Crítica Cineweb

15/01/2003

O fim de um relacionamento é com certeza o grande pesadelo na vida dos casais. O dramaturgo e cineasta Domingos de Oliveira conhece bem suas causas e as enumera na crônica cotidiana Separações, uma ótima comédia com tom carioca sobre conflitos existencias.

Filmada em digital com interessante luz estourada, a fita é inspirada na peça homônima de Oliveira e não esconde seu lado confessional e autobiográfico: "Esse negócio de artista é uma coisa que eu inventei para não ter de acordar cedo", diz o personagem do diretor-ator. A obra é mesmo uma extensão de Amores que também tem roteiro co-assinado por Priscilla Rozenbaum, atriz e mulher do cineasta. Com Amores, Separações compartilha, além da origem teatral, o otimismo e os costumeiros trocadilhos que tornam suas obras peculiares.

Cabral (Oliveira) é um diretor teatral casado com a atriz Glorinha (Rozenbaum), 25 anos mais nova. Depois de frenéticas discussões, o casal resolve dar uma pausa na relação e, nesse meio-tempo, Glorinha se apaixona pelo arquiteto Diogo.

O filme, então, se divide em quatro partes: negação, negociação, revolta e aceitação. Nesse ponto, torna-se universal, admite as limitações de seus personagens e, a partir deles, cria excelentes discussões sobre a natureza humana.

Cineweb-03/01/2003

Luara Oliveira


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