Terremoto

Ficha técnica


País


Sinopse

Com crise de consciência por ter conseguido salvar apenas sua família de um tsunami, um geólogo se isola de todos. Porém, a possibilidade de um terremoto o traz de volta a Oslo, para tentar convencer as autoridades da destruição que se aproxima.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

06/03/2020

O norueguês Terremoto é a prova cabal de que filme-catástrofe é tudo igual, só muda de endereço. Seja uma produção hollywoodiana ou nórdica, não há para onde correr quando a destruição chega. Ninguém entra num longa com esse título sem saber exatamente o que esperar: primeiro, e acima de tudo, destruição, depois sacrifícios, laços humanos que se estreitam, e a lista segue. A produção dirigida por John Andreas Andersen é competente e impressionante na parte técnica, mas seus personagens rasos não convencem na luta de homens e mulheres contra a natureza.
 
Escrito pela dupla John Kåre Raake e Harald Rosenløw-Eeg, o longa é continuação de A Onda (dos mesmos roteiristas), que traz novamente Kristoffer Joner como o geólogo Kristian Elkjord, que é consumido pela culpa de salvar a vida de sua família, mas não de milhares de pessoas num tsunami (embora ele tenha feito tudo o que podia). Agora vive recluso, longe da mulher, Idun (Ane Dahl Torp), do filho universitário Sondre (Jonas Hoff Oftebro), e da pequena Julia (Edith Haagenrud-Sande).
 
Quando percebe que a morte de um colega, aparentemente acidental, em um túnel, é o indício de um terremoto, ele sai da reclusão para avisar as autoridades que a cidade de Oslo está em risco. Ajudado por Marit (Kathrine Thorborg Johansen), filha do amigo que morreu, ele tentará salvar a vida de seus familiares e do maior número de pessoas possível.
 
Ao contrário de A Onda, situado numa pequena cidade litorânea, Terremoto se passa em Oslo, e os efeitos especiais garantem uma cidade destruída e o clímax tenso num prédio gigantesco. Esperava-se, no entanto, pelo pedigree europeu, que os personagens fossem mais interessantes e seus relacionamentos mais significativos, mas, não. Eles são os mesmos de sempre no gênero, sendo descartados ou não sem muita lógica – para efeitos duvidosos.

Alysson Oliveira


Trailer


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