O homem invisível

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Sinopse

Cecilia Kass é uma mulher sufocada num casamento doentio com o cientista e milionário Adrian Griffin. Ela acha um jeito de escapar dele. Pouco depois, recebe a notícia de que ele se suicidou e deixou para ela uma grande herança. À medida que os dias passam, no entanto, Cecilia tem a sensação de uma presença muito próxima e sinistra, que ninguém pode ver.


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Crítica Cineweb

19/02/2020

Atriz de recursos refinados e sutis, Elisabeth Moss é o centro do suspense dramático O Homem Invisível, em que o roteirista e diretor australiano Leigh Whannell demonstra um impressionante controle para manter um permanente nível de tensão, numa história que atualiza com muita adrenalina a novela original de H.G. Wells, escrita em 1897.
 
De lá para cá, o personagem do cientista um tanto psicopata que pesquisa uma fórmula da invisibilidade passou por várias versões, em filmes e seriados que exploraram seu potencial sinistro e/ou cômico. Na versão de Whannell, o centro da trama deslocou-se para uma insustentável situação de violência doméstica e um processo peculiar de empoderamento feminino.
 
Logo na eletrizante sequência inicial, o diretor apresenta suas credenciais, retratando a tentativa de fuga de Cecilia Kass (Elisabeth Moss) do marido, Adrian (Oliver Jackson-Cohen) - sem que ao público tenha sido apresentado nenhum antecedente da situação.
 
A partir daí, Cecilia faz o que pode para manter-se longe e superar este casamento infeliz, o que parece resolvido quando lhe chega a notícia do suicídio de Adrian - acompanhada da informação de que ele lhe legou uma grande fortuna. O cenário parece ideal para que a mulher refaça sua vida, contando com o apoio da irmã (Harriet Dyer) e de amigos, como o policial James (Aldis Hodge) e sua filha Sydney (Storm Reid).
 
As situações a partir daí tornam-se cada vez mais estressantes para Cecilia. Ela sente uma presença invisível na casa onde está abrigada e presencia o deslocamento de objetos sem razão aparente. Todo o cenário se monta para que ela seja classificada como uma louca, já que ninguém mais presencia as ocorrências misteriosas ao seu redor. As hipóteses sobrenaturais não são consideradas - não se trata de um filme de terror, a não ser psicológico.
 
Seria um crime dar spoilers do que se passa a seguir, mas deve ser dito que os desafios à frente para Cecilia são dos mais desafiadores. A maneira como o roteiro, assinado pelo diretor, se desenrola, contando com uma intérprete tão entregue ao próprio papel quanto Moss, é muito envolvente, contando com reviravoltas e surpresas que nada têm em comum com os habituais clichês de filmes de suspense. A violência de certas sequências está na medida do que se espera de uma batalha tão feroz entre esta mulher aguerrida e os resquícios deste casamento destruidor.
 
Por várias razões, a história lembra não só do bom e velho Alfred Hitchcock, como também de Patricia Highsmith, em sua moral peculiar nos ajustes de contas. É, afinal, uma bela descoberta de um diretor. De Elisabeth Moss, não esperariamos mesmo menos do que o melhor, como sempre - ainda que o resto do elenco lhe fique um tantinho abaixo. 

Neusa Barbosa


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