Meu nome é Sara

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Sinopse

Sara é uma menina judia de 13 anos cujos pais foram mortos pelos nazistas, em 1942. Fugindo da Polônia, ela se refugia na Ucrânia, que também está ocupada pelos alemães. Lá, assume uma falsa identidade, como cristã, e procura trabalho numa fazenda.


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Crítica Cineweb

29/01/2020

O drama Meu nome é Sara, de Steven Oriff, extrai sua força da pungência de uma história baseada em fatos reais, no caso da sobrevivente do Holocausto Sara Shapiro. Adolescente polonesa e judia de 13 anos, Sara (Zuzanna Surowny) teve seus pais mortos por nazistas, escapando com o irmão, Moishe (Konrad Cichon), de sua cidade natal, Korets (na época, Polônia), em 1942. A dramática tarefa de sobreviver rapidamente se impõe e ela percebe que sozinha poderá ter mais chances.
 
Fugindo pela floresta, ela chega à Ucrânia, também ocupada pelos nazistas, onde procura trabalho em fazendas, usando o nome de uma amiga cristã - com quem providencialmente aprendera a rezar e fazer o sinal da cruz, o que será fundamental para garantir seu disfarce nos próximos anos.
 
Estreante no cinema, a jovem atriz impressiona como protagonista, sustentando com grande energia, não raro apenas em sua poderosa expressão facial, todo o drama humano desta menina, obrigada a despir-se de todo e qualquer traço infantil para pura e simplesmente sobreviver nas condições mais hostis.
 
Acolhida pelo casal Pavlo (Eryk Lubos) e Nadya (Michalina Olszanka), Sara trabalha duro na casa e na cozinha, além de cuidar das crianças da família. Tratada como bicho, dorme no estábulo e vive com medo dos olhares lascivos do patrão, um homem rude e bruto até com a própria esposa. 
 
Observadora atenta de tudo à sua volta, até para captar sinais de perigo, inadvertidamente Sara descobre um segredo da patroa, o que tensiona as relações dentro da casa. Habilmente, no entanto, o roteiro de David Himmelstein constrói uma espécie de solidariedade tática entre mulheres oprimidas, num tempo e lugar em que a condição feminina era de todos os modos muito vulnerável.
 
Diretor com experiência anterior em documentários, Steven Oriff compõe com realismo algumas sequências bastante contundentes, particularmente os confrontos dos civis ucranianos com os ocupantes nazistas, não contemporizando sobre a dureza de viver naquele tempo e lugar.
 
Filmado na Polônia, o filme apresenta alguma estranheza ao ser inteiramente falado em inglês, um detalhe que, se facilita sua circulação internacional, não deixa de representar um reparo em seu realismo, tão nítido em outros aspectos da produção.

Neusa Barbosa


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