Dolittle

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Sinopse

Depois do desaparecimento de sua mulher, o veterinário Dolitttle se isola do mundo, tendo como companhia apenas os animais, com os quais é capaz de conversar. Porém, quando a vida da rainha Vitória está em risco, ele é convocado para sair com seus bichos numa expedição em busca da Árvore do Éden.


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Crítica Cineweb

29/01/2020

Decididamente, o mundo não estava ansioso por mais uma incursão do Dr. Dolittle ao cinema: a quarta – fora a série de televisão e filmes lançados direto em vídeo –, que agora traz Robert Downey Jr. no papel do veterinário capaz de conversar com os animais, criado pelo escritor Hugh Lofting nos anos de 1920. Rodado dois anos atrás, com cenas refilmadas depois de exibições-teste mal-sucedidas e duas vezes adiado, o longa deixa claro que não precisava ser feito.
 
A trama tem como ponto de partida salvar a vida de uma jovem rainha Victoria (Jessie Buckley), que está sendo envenenada. Não que Dolittle seja capaz de fazer propriamente isso – ele é veterinário – , mas com a ajuda dos animais falantes, ele pode encontrar o antídoto. Ele tem um rival, um médico (Michael Sheen) disposto a encontrar a tal Árvore do Éden, para reverter a situação.
 
Isso tudo serve como uma desculpa para o protagonista, seus animais e um jovem aprendiz (Harry Collett), embarcarem numa jornada para o outro lado do mundo. Pelo caminho, a embarcação encontra o rei Rassouli (Antonio Banderas), pai da falecida esposa de Dolittle, e com quem o veterinário tem contas a acertar, antes de seguir viagem.
 
A julgar pelos filmes que o diretor Stephen Gaghan  escreveu e dirigiu (Traffic e Syriana, respectivamente), ele não era a pessoa mais indicada para dirigir esta fantasia. Seu forte são dramas com urgência social, não um filme infantil sobre animais falantes, por isso, tudo parece meio fora do lugar aqui. A fantasia não funciona, e, aos poucos, tudo se torna enfadonho – embora os bichos sejam insistentemente fofos e fofas.
 
As personagens femininas, por sua vez, no começo, parece que ganharão força, mas logo são jogadas para escanteio, como a mulher de Dolittle (Kasia Smutniak), que logo morre e cuja morte serve exclusivamente para a evolução do protagonista, ou a filha da rainha (Carmel Laniado), que poderia muito bem ter feito parte da expedição, mas fica de fora, deixando que o filme se concentre apenas nas figuras masculinas.
 
Além disso, o excesso de piadas envolvendo flatulência – que nunca são engraçadas, nem da primeira vez – faz duvidar se realmente o filme é voltado para o público infantil. Mas nada supera a performance sorumbática de Downey Jr. Quando o filme começa, ele está arrasado pela morte de sua mulher, está sujo, descabelado, de mau humor e com pouca vontade de viver. Mesmo depois, de banho tomado e arrumado, ele parece com a mesma má vontade com o mundo – ou talvez seja com o filme.

Alysson Oliveira


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