O chamado da floresta

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Sinopse

Cão de estimação de um juiz da Califórnia, Buck é roubado e levado para a gelada região do Yukon, no Canadá. Em meados de 1890, havia ali uma corrida do ouro e cães fortes como ele eram usados para puxar trenós. Buck passa por vários donos, uns bons, outros maus, e redescobre seu espírito animal.


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Crítica Cineweb

29/01/2020

Enésima adaptação do clássico O chamado selvagem, de 1903, de Jack London, este filme é a estreia em live action do prestigiado diretor de animações Chris Sanders (Como Treinar seu Dragão, Lilo & Stitch). Live action em termos, é verdade, já que a história depende visceralmente dos efeitos especiais para dar vida aos animais, todos digitais, inclusive o protagonista, o cão Buck (“interpretado” pelo especialista em movimento Terry Notary, resultando numa fusão de técnicas de motion capture e animação fotorrealista).
 
Nessa façanha técnica residem ao mesmo tempo o ponto forte e o ponto fraco desta produção, que extrai do texto original boa parte do realismo e da violência das páginas de London, atenuando os rigores e maus-tratos à trupe de cães puxadores de trenós na nevada região do Yukon, Canadá, no final do século XIX. Em compensação, por conta das mágicas da animação, pode-se ver na tela cenas que seriam de complexidade e risco incontornáveis, como as corridas e quedas do trenó na neve, uma imensa avalanche e um acidente envolvendo a quebra da camada de gelo sobre um lago e a queda de personagens numa água com temperatura capaz de matar de hipotermia em poucos minutos.
 
Ainda assim, o roteiro de Michael Green mantém razoável fidelidade aos incidentes do livro, bem como aos personagens humanos e caninos que o povoam, inclusive aos seus nomes originais. Assim, acompanha-se a aventura da vida de Buck, um enorme cão mestiço de São Bernardo e Scotch Collie que é arrancado de sua vida confortável, como bicho de estimação de um juiz da Califórnia, e levado para ser vendido aos exploradores que, naquele momento, se dirigiam à corrida do ouro no Yukon, em 1890.
 
Vendido para o simpático casal Perrault (Omar Sy) e Françoise (Cara Gee), Buck entra para a matilha que carrega os despachos e o correio da região. A princípio, se ressente do frio e do serviço pesado, além de enfrentar o bullying do líder da matilha, Spitz - com o qual terá de se acertar um dia. 
 
Cedo em seu desembarque na região gelada, Buck conhecera John Thornton (Harrison Ford), que por causa do cão não perdeu sua estimada gaita. Sabe-se logo que os dois se encontrarão mais adiante, o que ocorre no enfrentamento entre Buck e outro dono mais malvado, Hal (Dan Stevens) - este, excessivamente caricato no papel.

Embora muitas vezes pareça uma tentativa de reprisar o sucesso O rei leão - o que é um vício desta máquina de produzir filmes para toda a família que tanto sucesso trouxe à Disney -,é justo observar que o filme não nega o “chamado selvagem” do cão, que reencontra seus instintos primais junto à natureza, num ambiente bem mais idílico do que o do livro, é verdade. Esta relativa atenuação do espírito original do livro de Jack London, ele mesmo um experimentado aventureiro, é o principal defeito a apontar. 

Neusa Barbosa


Trailer


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