Kursk - A última missão

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Sinopse

Depois de uma série de explosões, um submarino russo afunda e é incapaz de subir à superfície. Enquanto os sobreviventes da tripulação tentam se manter vivos, suas famílias se desesperam sem notícias.


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Crítica Cineweb

06/01/2020

Thomas Vinterbeg enfrenta um grande dilema em Kursk – A última missão: fazer um filme catástrofe-pipoca ou ser respeitoso com a vida dos mais de 100 homens mortos no desastre com o submarino russo no ano 2000? Ele escolhe, possivelmente, o pior caminho: as duas coisas e não tem sucesso em nenhuma. É óbvio que não seria possível optar exclusivamente pela primeira possibilidade nesse caso, uma vez que envolve vítimas reais, mas o resultado é um filme moroso – embora reverente.
 
É uma história bastante conhecida já que foi largamente reportada quando ocorreu – um submarino nuclear que, depois uma série de explosões, vai parar no fundo do Mar de Barent. Fatores geopolíticos e teimosia da Rússia, entre outras coisas, impediram o resgate de sua tripulação com vida. É um filme triste, cujo final todo mundo conhece o final, então como contar essa história? Baseado num livro-reportagem de Robert Moore, o roteiro de Robert Rodat cria personagens fictícios que tripulam a embarcação e suas famílias que ficam na superfície desesperadas e sem notícias concretas.
 
Vinterbeg, obviamente, mira num público internacional e faz esteticamente aquele tipo de filme para o qual Hollywood criou um estilo “soviético” (embora a União Soviética nem existisse mais na época dos fatos): uma fotografia pálida e fria, assinada por Anthony Dod Mantle, atrizes e atores europeus famosos (ninguém quer se arriscar com um elenco russo), falando um inglês carregado num sotaque que todos creem ser russo, ou algo que o valha. Cheio de rostos famosos, esse poderia ser um filme completamente ficcional sobre algo parecido, pois não há muito que traga uma especificidade russa para a tela.
 
O belga Matthias Schoenaerts interpreta o protagonista, Mikhail Kalekov, pai amoroso, marido devotado, casado com Tania (a francesa Léa Seydoux), que espera o segundo filho do casal. Como parte da tripulação, ele é um dos 23 sobreviventes das primeiras explosões, que, ao lado dos colegas, tenta entrar em contato com a superfície e, quando isso se mostra impossível, salvar suas vidas.
 
Em terra firme, um almirante (o austríaco Peter Simonischek, o pai em Toni Edrman) tenta salvar os submergidos, mas esbarra na burocracia e orgulho do governo russo, que insiste em usar equipamento defasado e não aceitar ajuda internacional (simbolizada pelo personagem interpretado pelo inglês Colin Firth, possivelmente o único ator interpretando alguém de sua própria nacionalidade aqui).
 
O desastre com o submarino, em agosto de 2000, foi a primeira grande crise política que o recém-eleito Vladimir Putin enfrentou, mas o presidente fica fora do filme, embora Kursk ofereça algum inevitável contexto político. A ficção dá o tom, como, por exemplo, quando a mulher de um dos tripulantes é sedada com uma injeção enquanto reclama durante uma coletiva de imprensa. O evento se dava com a presença do político, mas no longa ele nem é citado.

Alysson Oliveira


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