O último amor de Casanova

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Sinopse

Casanova, o maior conquistador do século XVIII, está exilado em Londres e se apaixona por uma jovem cortesã, Charpillon. Ele está disposto a abandonar todas as mulheres para ficar com ela, mas a moça o evita.


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Crítica Cineweb

17/12/2019

Giacomo Casanova é um personagem recorrente do cinema – especialmente em sua juventude como libertino. Em O último amor de Casanova, porém, o veterano diretor francês Benoît Jacquot opta por um outro momento da vida do conquistador: a velhice deste homem, interpretado por Vincent Lindon, mais conhecido por personagens menos glamorosos, da classe trabalhadora, como no recente Em Guerra. É, obviamente, uma escolha ousada de casting, na tentativa de levar o personagem a outro lugar dramatúrgico.
 
Exilado, o protagonista vai para Londres em meados do século XVIII, onde convive com uma aristocracia tola, narcisista e superficial – nada de novo até aqui. Mas uma jovem chama sua atenção: Marianne de Charpillon (Stacy Martin), que se mostra uma mulher, como dizem, de moral duvidosa, a quem os homens ricos evitam socialmente mas frequentam às escondidas. É por ela que Casanova se apaixona, parecendo viver uma sentimento numa voltagem que ele desconhece.
 
Se a paixão é intensa, o filme de Jacquot nem tanto. Há um peso do tempo que o diretor, que tem em seu currículo Adeus, Minha Rainha e 3 Corações, não consegue evitar. Não que fosse necessário atualizar o personagem ou trazer toques contemporâneos, mas seria mais interessante, dada a proposta aqui, dessacralizar Casanova, tirar de cima dele o peso dos anos e buscar uma figura mais humana. Isso é até tentado, mas sem sucesso. O resultado é um filme curiosamente frio, cujo assunto é uma paixão ardente.
 
Jacquot está bastante interessado nas dinâmicas sociais, nos laços indecorosos que eventualmente unem as pessoas entre quatro paredes. O último amor de Casanova é assumidamente um filme melancólico, incapaz de jogar uma luz sobre Marianne de Charpillon. Isso faz sentido até certo ponto, numa narrativa é a partir do ponto de vista do protagonista, que nunca compreendeu, nem possuiu de verdade, essa mulher – mas nos deixa um tanto alienados, sem entender o que ele viu nela para despertar algo tão intenso.

Alysson Oliveira


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