Star Wars - A ascensão Skywalker

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Sinopse

Reunindo novamente suas forças, a Resistência, liderada por Rey, Finn e Poe, vai investir contra as novas ações da Primeira Ordem, que ameaçam destruir e aniquilar os mundos. Enquanto isso, Kylo Ren procura destruir Rey.


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Crítica Cineweb

18/12/2019

O peso da despedida iminente impregna Star Wars: a ascensão Skywalker, o capítulo final da saga iniciada por George Lucas em 1977 (com o Episódio IV - Uma Nova Esperança). Mas o produtor por trás da última trilogia (que inclui O Despertar da Força, 2015, e Os Últimos Jedi, 2017), J.J.Abrams, diretor do primeiro e deste terceiro filme, é astuto demais para deixar que a nostalgia tome conta de todos os 142 minutos do epílogo. Aliás, o grande trunfo aqui é como se conseguiu domar a nostalgia, aliando personagens velhos e novos numa convivência amistosa, passando o bastão geracional e fechando o ciclo amorosamente - isto se alguém não inventar uma ressurreição da franquia num futuro próximo, o que sempre é possível. 
 
A feliz atualização do trio central, afinado na chave da diversidade - um latino, Poe Dameron (Oscar Isaac), uma mulher, Rey (Daisy Miller), e um afrodescendente, Finn (John Boyega),- liderando a ação é um dos feitos mais eficazes desta trilogia, sem trair a mitologia central opondo a libertária Resistência contra a poderosa e maligna Ordem. A sobrevivência desta saga por todo este tempo, afinal, é prova de que ela se conecta com temas eternos e universais, como a luta da liberdade contra a opressão.
 
Desta vez, a luta da Resistência se dará - atenção, SPOILER! - em torno de um redivivo, o imperador Palpatine (Ian McDiarmid), que estimula a ambição de Kylo Ren (Adam Driver) para seguir os passos do vovô Vader - e assim tornar-se a face do mal que combate os rebeldes de toda a galáxia. Contra eles vai levantar-se o trio de ouro, Rey, Poe e Finn, em busca do esconderijo e da destruição de Palpadine. 
 
Muitas guerras, pegas de naves no espaço, explosões e correrias garantem a diversão dos fãs em busca de adrenalina, carregada do humor habitual da saga - ainda mais com a participação constante de Chewbacca (Joonas Suotamo) e dos robozinhos aloprados, R2-D2 e C-3PO, que ganham uma companheirinha nova. Nem ela, nem nenhum outro detalhe novo é adicionado de graça - tudo e todos têm sua função dentro da narrativa, que vai se manifestar no devido tempo, o que demonstra que houve cuidado na confecção do roteiro, assinado por Abrams e Chris Terrio. Há algumas surpreendentes reaparições de personagens, uma revelação contundente sobre a identidade de um dos protagonistas e uma virada radical nas tendências de um outro que alimentam as emoções. 
 
Perfeição, é claro, não existe. Sempre haverá fãs ardorosos e nerds que vão sentir falta de algumas coisas. Mas não dá para dizer que o filme não fecha a saga de modo emocionante e respeitoso com tudo o que o antecedeu. Faz parte ser mais heroico e ter trechos mais dramáticos, em se tratando de um final. Mas alguns conceitos, como da irmandade inegociável entre Rey, Finn e Poe, são extremamente felizes. E viva a mágica da técnica que nos permite ver na tela mais uma vez a imortal princesa Leia (Carrie Fisher), uma das pioneiras heroínas femininas das sagas de aventuras.

Neusa Barbosa


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