Midway - batalha em alto-mar

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País


Sinopse

Seis meses após o ataque de Pearl Harbor, os norte-americanos organizam a batalha de Midway, na Oceania, em que enfrentam o poderio militar do inimigo japonês num episódio decisivo para a II Guerra Mundial.


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Crítica Cineweb

20/11/2019

Roland Emmerich volta à direção, três anos depois de Independence Day: o Ressurgimento, em mais um daqueles seus filmes cheios de sons, fúria, bombardeio e patriotismo. Midway - Batalha em Alto-Mar revisita o célebre confronto entre norte-americanos e japoneses na Oceania que virou o jogo a favor dos primeiros no Oceano Pacífico - se tivesse dado errado, os rumos da II Guerra poderiam ter sido outros. 
 
Esta é também a história de uma revanche. Os EUA haviam sofrido um pesado ataque à base de Pearl Harbor, no Havaí, por parte das forças japonesas, que custou a vida de mais de 2.000 pessoas, além de mais de 1.000 feridos, em 7 de dezembro de 1941. O império japonês estava em vantagem, tantos em termos de tropas quanto de armamentos. Seis meses depois, os EUA resolvem dar o troco e conter o poderio japonês. 
 
Como sempre na obra do diretor, há um esbanjamento de efeitos especiais em quantidade suficiente para atordoar o público, induzindo seu interesse numa guerra à moda antiga. Os pequenos aviões da época tinham que aproximar-se de seus alvos para largar suas bombas, colocando a vida de seus pilotos em risco muito maior do que hoje, com uma guerra tecnológica e à distância.
 
Assim, mesmo com um elenco recheado de atores consagrados, como Woody Harrelson (comandante Nimitz), Dennis Quaid (William Halsey), Ed Skrein (Dick Best), Luke Evans (Wade McClusky) e Patrick Wilson (Edwin Layton), a história não conduz a uma conexão real com os personagens, traçados em linhas gerais, pelo atrevimento, mau-humor, coragem e outras características-clichês deste universo militar masculino. E, num filme que supostamente procura o realismo, não se vê um único soldado negro à vista. 
 
Os japoneses, por sua vez, são retratados de maneira superficial, ocupando o posto de vilões a odiar, naquela dramaturgia básica que deixa a maior responsabilidade para os efeitos especiais - que garantem realmente algumas sequências atraentes, mas ensejam mais um desses filmes de guerra aos quais falta um bocado de estilo e de alma - coisa que Dunkirk, de Christopher Nolan, tinha de sobra. 

Neusa Barbosa


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