A revolução em Paris

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País


Sinopse

Em 1789, o povo e a burguesia francesa se revoltam contra o rei Luis XVI, e o resultado é uma das revoluções mais importantes da história, nesse filme que a recria desde a tomada da Bastilha até a execução do monarca, em 1793.


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Crítica Cineweb

13/11/2019

Repleto de pompa e circunstância, mas sem emoção, A revolução em Paris é o tipo de filme que os jovens cineastas revolucionários da Nouvelle Vague chamariam de cinéma du papa, e com razão. Quadrado e careta, mais de meio século atrás já seria anacrônico; hoje em dia é um teste de paciência para qualquer um. É Os miseráveis sem música, sem senso de espetáculo, sem senso de narrativa histórica – enfim, sem bom senso no geral.
 
Escrito e dirigido por Pierre Schoeller, suas aspirações épicas acompanham as diversas camadas sociais envolvidas na Revolução Francesa, a partir da tomada da Bastilha, em 1789, e chegando à execução de Luis XVI, em 1793. O diretor se vale de eventos e discursos documentados pela história, mas o resultado é sonolento e arrastado, como aula de história ministrada por um professor ruim e sem didática e carisma.
 
O elenco traz alguma das principais estrelas francesas do momento, como Laurent Lafitte, no papel do rei; Louis Garrel, como Robespierre; Denis Lavant, como Marat, e Gaspard Ulliel e Adèle Haenel, como dois jovens do povo que se apaixonam enquanto fazem a revolução. Talvez a história deles seja o que de melhor o filme possa oferecer, pois os personagens históricos são desprovidos de profundidade, como se fossem figuras de papel.
 

A questão é que Schoeller não sabe lidar com o número de acontecimentos históricos que seu filme quer abarcar, e acaba sendo superficial no trato de tudo, emoldurando a narrativa com discursos após discursos, cansativos e desinteressantes. É incrível que um filme sobre uma revolução tenha naufragado no marasmo. Rodado nas locações onde os eventos se deram, o longa consegue aproveitar bem os cenários e os figurinos de Anais Romand – o que, no entanto, não serve para salvar os outros elementos da obra. 

Alysson Oliveira


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