Os parças 2

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País


Sinopse

Contando com uma grande soma de dinheiro que não receberam ainda, os parças se hospedam num hotel luxuoso em São Paulo, mas quando se descobrem falidos, fogem sem pagar a conta e procuram abrigo num acampamento de férias decadente.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

13/11/2019

O ano é 2019 e certas coisas inconcebíveis ainda aparecem na tela de Os Parças 2, como escatologia fazendo se passar por humor ou preconceito reacionário disfarçado de algo apenas satírico. Cris D’Amato (S.O.S. Mulheres ao Mar) assume o posto na direção, no lugar de Halder Gomes, e não tem medo de sujar as mãos na tentativa de fazer rir. O filme serve, que seja para alguma coisa, para mostrar que quando se trata de escatologia, o buraco é mais embaixo. Sempre.
 
Não muito diferente de uma sitcom ruim, com personagens estereotipados, Os Parças 2 traz novamente Tom Cavalcante como Toin; Whindersson Nunes, como Ray Van; Tirullipa, como Pilôra, e Bruno de Luca, como Romeu. Trambiqueiros que supostamente se deram bem no final do primeiro filme, de 2017, descobrem-se agora não apenas sem dinheiro como também perseguidos por mafiosos e pela polícia, após fugirem de um hotel de luxo sem pagar a conta.
 
Acabam se escondendo num acampamento falido para adolescentes, onde a dona (Cristina Mutarelli) constrange Pilôra incessantemente dando em cima dele. Um grupo de jovens chega para se hospedar, e se revela um bando de estereótipos ambulantes. Há também um acampamento rival ao lado, onde adolescentes ricos se hospedam e ficam fazendo inveja para os outros.
 
O humor aparentemente ingênuo do filme – escrito novamente por Cláudio Torres Gonzaga – é mero verniz para um desfile de preconceitos, como gordofobia, homofobia, misoginia, enfim, o pacote completo. Por que todas as mulheres precisam parecer completamente idiotas? O que é mais surpreendente é que o filme é dirigido por uma mulher. O gordo do bando de adolescentes é motivo constante de chacota – embora alguém dê uma bronca por causa disso, mas até esse tiro sai pela culatra, pois, até o puxão de orelha é de mau gosto.
 
Os Parças 2 parece uma cópia para o público contemporâneo de Os Trapalhões. Não se engane que a trupe de Didi fazia, parte do tempo, um humor rasteiro, calcado em preconceitos, mas os tempos são outros. Há uma consciência de que esse tipo de coisa não é – ou nem deveria ser – engraçada. Mas, a julgar pelo sucesso do primeiro filme (a produção nacional mais vista em 2017), o público não se importa com isso.  

Alysson Oliveira


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