Bixa Travesty

Ficha técnica

  • Nome: Bixa Travesty
  • Nome Original: Bixa Travesty
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2018
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 75 min
  • Classificação: 18 anos
  • Direção: Cláudia Priscilla, Kiko Goifman
  • Elenco:

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Sinopse

Cantora, atriz, performer, ativista, Linn da Quebrada, uma transexual negra, é o centro desse documentário, que coloca ao centro a discussão do papel e da posse do corpo nos tempos atuais.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

13/11/2019

Desafio: assistir aos intensos 75 minutos de Bixa Travesty e, ao final, não estar completamente encantado/encantada por Linn da Quebrada. Cantora, atriz, ativista, rompedora de padrões, ela é uma figura forte no cenário cultural brasileiro, desafiando padrões, o que se faz ainda mais necessários em tempos de obscurantismo como o presente.
 
Premiado no Festival de Berlim, entre outros, o documentário dirigido por Claudia Priscilla e Kiko Goifman é um mergulho no universo de Linn, dona de um carisma e um discurso ímpares. Assinando o roteiro com a dupla da direção, a artista reflete sobre o que é a identidade – uma palavra tão em voga ultimamente, que serve a qualquer discurso que a queira utilizar. Assim, uma das funções do filme é tomar as palavras para si, resignificando-as – daí o próprio título, que coloca a protagonista num lugar único.
 
Alternando momentos de performance, outros confessionais, alguns de diversão e discussão com amigas - como Jup do Bairro - e a mãe, Linn coloca a pauta identitária no centro do documentário. “Transtornar”, e seus derivados, ganha um novo significado. “Serei meu próprio transtornar. Eu vou continuar me transtornando”, diz ela para a câmera. Esta, aliás, está apaixonada pela artista – e não há como culpá-la.
 
O filme é, basicamente, uma investigação sobre os discursos do presente, por isso, é extremamente atual. Mas seu tema também é outro: o corpo. Linn, completamente à vontade em seu corpo, discursa sobre a posse e as transformações. Há alguns anos, enfrentou um câncer, e uma amiga fez o registro dela no hospital. É um momento delicado de sua vida, mas é também o momento de maior descoberta de seu próprio corpo.
 
O documentário talvez nem sempre faça justiça a ela, já que seu escopo é bastante ligado ao presente, deixando de fora momentos da trajetória de Linn que seriam interessantes de ser conhecidos aqui. Mas, de qualquer forma, é um registro vigoroso da potência dessa voz que precisa, mais do que nunca, ser ouvida. 
 
Clique aqui para ler a entrevista com a dupla de documentaristas Claudia Priscila e Kiko Goifman

Alysson Oliveira


Trailer


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