A grande mentira

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Sinopse

Betty é uma professora viúva, rica e solitária que recorre a um site de relacionamentos para encontrar companhia. Um dia, encontra Roy, outro viúvo e os dois se relacionam, sem que ela saiba que ele, na verdade, é um golpista interessado em sua fortuna. Desconfiado, o neto dela investiga o pretendente da avó.


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Crítica Cineweb

13/11/2019

É sempre um grande prazer ver na tela dois veteranos afiados frente a frente, como é o caso de Helen Mirren e Ian McKellen, por incrível que pareça, atuando juntos num filme pela primeira vez. Em A Grande Mentira, eles protagonizam uma trama encharcada de veneno em torno de um grande golpe.
 
Os destinos dos dois idosos se cruzam num site de relacionamentos, em que Betty McLeish (Mirren) e Roy Courtnay (McKellen) trocam mensagens com nomes falsos. A partir de um encontro ao vivo, eles assumem suas identidades - ao menos, as nominais - e uma intimidade maior toma corpo..
 
Desde o começo, o público sabe que Roy é um pilantra, especializado em vários tipos de golpes. Ele é visto em ação, aliado a comparsas como Vincent (Jim Carter), num aplique envolvendo investidores num suposto grande negócio. Com Betty, seu lance é outro - ele forja um romance para apropriar-se de seu dinheiro e depois sumir do mapa.  Um obstáculo no caminho de Roy é Stephen (Russell Tovey), neto de Betty, que demonstra mais desconfiança do que ela deste idoso supostamente frágil e gentil, que rapidamente foi convidado por ela a morar em sua bela casa.  Vemos em paralelo as tramoias de Roy enredando Betty, numa operação que, no seu devido tempo, envolverá Vincent como um suposto consultor financeiro. 
 
Sem entregar as viradas no roteiro (de Jeffrey Hatcher, a partir de um livro de Nicholas Searle), é possível apreciar a maestria de McKellen na pele de um vilão terrível, fruto da elegância deste ator britânico de 80 anos, que já atuou com o diretor Bill Condon em filmes como Deuses e Monstros (1998) e Mr. Holmes (2015). 

Helen Mirren, por sua vez, tem a missão de manter-se sutil, ainda que se possa desconfiar, e muito, de sua aparente inocência. Será que ela é tão frágil assim? Evidentemente, a história não teria graça nenhuma se não incluísse nenhuma reviravolta digna desse nome, como acontece na porção final. Pode-se até lamentar que esse grand finale demore tanto a acontecer. Mas é aquele tipo de filme que provoca a paciência do público para envolvê-lo na torcida por uma grande catarse nos momentos finais. 

Neusa Barbosa


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