Estaremos sempre juntos

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Sinopse

Max está prestes a completar 60 anos e vive crise emocional e financeira. Seus amigos, sem saber que ele está falido, resolver fazer uma festa na casa de praia. O reencontro do grupo traz à tona disputas e antigos amores.


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Crítica Cineweb

07/11/2019

Se alguém estava se perguntando o que pode ter acontecido na última década com o grupo de personagens de Até a eternidade, a espera acabou. Estaremos sempre juntos – um título que redunda o original – responde às perguntas. Já quem não passou um minuto dos últimos anos pensando nisso pode muito bem pular o filme, cuja autoindulgência se vale apenas para agradar aos fãs franceses – dado o enorme sucesso do original (e agora da sequência) na França.
 
Novamente escrito e dirigido por Guillaume Canet, o filme começa encontrando Max (François Cluzet) prestes a completar 60 anos, e em crise – não apenas por causa da idade, mas também porque faliu. Isolado em sua casa de praia, que terá de vender, ele quer distância do grupo de amigos e amigas, com quem se reunia todo verão. Ainda assim, eles aparecem para uma festa surpresa, o que o desagrada. Ele acaba fazendo as pazes com Eric (Gilles Lellouche), um ator bem sucedido que acaba bancando toda a temporada do grupo, em segredo, dando crédito a Max, para que ninguém saiba de sua derrocada financeira.
 
Estaremos sempre juntos nos atualiza com o que aconteceu com cada pessoa do grupo de amigos, que inclui um ator fracassado (Laurent Lafitte), um médico (Benoît Magimel), com seu namorado mais velho (Mikaël Wattincourt) e sua ex-mulher (Pascale Arbillot). A estrela do grupo é, no entanto, Marie, interpretada por Marion Cotillard, que aparece com seu filho pequeno. Os personagens são interessantes na medida em que alguém consiga se interessar exclusivamente por burgueses europeus caucasianos e seus problemas de burgueses europeus caucasianos. Em outras palavras, são pessoas com o nariz enterrado no próprio umbigo.
 
Ainda assim, menos Canet e mais os atores e atrizes conseguem tirar algo dessas pessoas, num filme que simplesmente não sabe quando parar. Com mais de duas horas de duração, Estaremos sempre juntos é exagerado em sua necessidade constante de trazer à tona os dramas de cada uma dessas pessoas. Alguns são mais interessantes do que outros – o de Max é o único bem realizado em termos dramáticos, enquanto os demais aprecem rasos. E o exagero do personagem de Laffite em tentar ser cômico é um tanto demais.  Ainda assim, o longa tem alguns atrativos a oferecer, como a paisagem e a trilha sonora, que inclui Van Morrison, Nina Simone, Leonard Cohen, Cindy Lauper, Donna Summer, e os brasileiros Os Cariocas.

Alysson Oliveira


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