Um dia de chuva em Nova York

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Sinopse

Gatsby e Ashleigh são colegas de faculdade e namorados. Num fim de semana em que a garota, estudante de jornalismo, vai a Nova York para uma entrevista com um diretor de cinema, os dois aproveitam para passar o fim de semana na cidade. Mas uma série de incidentes perturbam seus planos.


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Crítica Cineweb

06/11/2019

Não houve dificuldade de produção, escândalo ou mesmo processo judicial que tenha abalado a vontade de Woody Allen, às vésperas dos 84 anos, de continuar fazendo filmes. E permanecendo fiel às suas obsessões favoritas, começando pela sua cidade, Nova York.
 
Cada vez mais, no entanto, Allen está melancólico e o sentimento infiltra-se nesta história de maneira consistente, através do protagonista, Gatsby Welles (Timothée Chalamet). Jovem rico e inseguro quanto aos seus rumos na vida, ele cursa uma universidade, que não é sua primeira, namorando Ashleigh Enright (Elle Fanning) - que, ao contrário dele, parece perfeitamente feliz em sua posição de herdeira e loirinha bonita e burrinha (uma personagem, aliás, de perfil um tanto datado).
 
Estudante de jornalismo, ela tem uma entrevista marcada com um diretor de cinema independente e neurótico, Roland Pollard (Liev Schreiber) - um personagem no qual o também roteirista Woody Allen despeja sua carga de ironias certeiras sobre as figurinhas carimbadas da Hollywood que o esnoba, tanto quanto ele a ela.
 
A entrevista vai acontecer em Nova York, dando oportunidade a Gatsby de planejar um fim de semana romântico em sua cidade natal com a namorada, com direito a hospedagem no chiquérrimo hotel The Pierre e reservas para alguns dos melhores restaurantes de Manhattan. O final de semana dos sonhos, porém, começa a desmoronar já a partir da meteorologia - a chuva cai insistentemente. E o diretor Pollard, o entrevistado, é tão instável quanto o clima, arrastando a jornalista aprendiz em frenéticos deslocamentos pela cidade.
 
Sozinho na cidade, também procurando esquivar-se de um compromisso com sua família, Gatsby alivia sua angústia perambulando por ruazinhas, que o levam de encontro à filmagem de um amigo, na qual ela faz uma ponta e reencontra Shan (Selena Gómez), a irmã caçula de um antigo romance dele. A partir de sua morenice e desinibição, Shan é o total oposto de Ashleigh e o estopim para outras emoções no dia de Gatsby. 
 
A estrutura do filme é o território preferido do diretor, acumulando desencontros e novos encontros, com Ted (Jude Law), assistente de Pollard, sua mulher, Connie (Rebecca Hall), e um astro latino, Francisco Vega (Diego Luna), naquele carrossel de incidentes que Allen tanto gosta de acumular.

O resultado é um tanto irregular, seja pela repetição dos truques do diretor, seja pela inadequação de alguns integrantes do elenco para a comédia - ainda que haja cenas de primeira, caso de uma conversa de Gatsby com sua mãe (Cherry Jones). A decepção relativa é porque Allen já assinou filmes bem melhores, fazendo este daqui parecer um tanto rotineiro, mesmo para os fãs. Falta aquele toque de leveza e criatividade que sobrou, por exemplo, em Magia ao Luar. 

Neusa Barbosa


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