Invasão ao Serviço Secreto

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Sinopse

Mike Banning está com problemas físicos, mas esconde de sua mulher e do chefe no Serviço Secreto, do qual ele está prestes a se tornar diretor. Porém, quando há um atentado contra o presidente dos EUA, ele se torna o principal suspeito.


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Crítica Cineweb

05/11/2019

O terceiro filme da série Invasão ao Serviço Secreto prova que a franquia já passou da data de validade e que Gerard Butler precisa repensar suas escolhas como herói de filme de ação – mas também ninguém o quer fazendo algo do tipo Um homem de família. Talvez simplesmente precise repensar suas escolhas. Sua mais nova incursão como Mike Banning, agente do Serviço Secreto incumbido de proteger o presidente dos Estados Unidos, é mais sem sentido do que as outras, com uma teoria da conspiração metida a complexa, que mina qualquer possibilidade de diversão aqui.
 
Banning está prestes a assumir o posto de seu chefe, que vai se aposentar, como diretor do Serviço Secreto. Ele sofre de dores crônicas, que esconde da mulher (Piper Perabo) e dos colegas. É um problema que o consome, mas logo outro irá se tornar mais urgente: ele cai numa armadilha e é acusado de atentar contra a vida do presidente dos Estados Unidos, a quem deveria proteger. Aaron Eckhart é substituído no papel por Morgan Freeman, que parece ter interpretado mais presidentes dos EUA do que a quantidade de presidentes que o país já teve.
 
Freeman está atrás daquilo que ele mesmo admitiu numa entrevista: dinheiro fácil. Seu papel é importante, mas não é grande, e dado o fato de que ele passa a maior parte do filme em coma, realmente foi mamão com açúcar. Ainda assim, como é de se imaginar, ele é o que há de melhor no filme dirigido por Ric Roman Waugh. Mas é preciso dar crédito a quem merece, e o diretor faz exatamente a mesma coisa que seus antecessores fizeram, o que garantiu sucesso da franquia que sempre pareceu um filme B com orçamento polpudo.
 
O filme deseja ser atual, mas ainda assim ressuscita a União Soviética – esse parece ser um medo constante – como possível inimiga. E Tim Blake Nelson, com sua cara de quem está se divertindo mais do que o público, interpreta um vice-presidente pouco confiável. Trama não é o forte aqui, e as conspirações que Invasão ao Serviço Secreto vende são risíveis, mas servem à proposta do filme que é coloca Butler correndo de seus colegas.
 
A experiência de Waugh como dublê explica sua escolha como diretor e suas escolhas para o filme. Ainda assim, para o público brasileiro pode ter um interesse inusitado: a pequena “participação” de Michel Temer “ao lado” de Morgan Freeman numa imagem digitalmente editada de uma reunião do G20. O presidente americano é colocado ao lado do brasileiro, possivelmente porque era o único lugar onde havia um espaço vago para inserir o personagem do filme.

Alysson Oliveira


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