Cine São Paulo

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País


Sinopse

A luta de seu Chico para preservar o cinema fundado por seu pai, em Dois Córregos (SP), que passou diversas fases de brilho e decadência, e é o mais antigo cinema de rua em funcionamento no Brasil.


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Crítica Cineweb

04/11/2019

Há um pouco de Totò, o menino de Cinema Paradiso, em Francisco Augusto Prado Telles, o Seu Chico, hoje com 74 anos e que também assistia de forma privilegiada, quando criança, às sessões promovidas por seu pai no Cine São Paulo, fundado em 1910 na cidade paulista de Dois Córregos, que, aliás, foi cenário de um dos melhores filmes de Carlão Reichenbach.
 
O documentário Cine São Paulo, que marca a estreia em longas dos diretores Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli, acompanha a reforma da única sala de exibição de Dois Córregos - a mais antiga em funcionamento do País -, que Seu Chico herdou do pai, mas que sangrou de morte com a chegada da televisão à cidade, nos anos 60, e recebeu o golpe fatal com a entrada do videocassete.
 
Premiado no Biarritz Latin American Film Festival e exibido os festivais AFI DOCS e É Tudo Verdade, o documentário é um filme que trata do amor de um homem pelo cinema que herdou do pai e não mede esforços para reabrir o espaço que frequentava na infância e que ainda permanece na memória de muitos habitantes da cidade.
 
Alguns dos profissionais que participam da reforma lembram de cenas de alguns filmes que assistiram lá, como Ben Hur e clássicos de Alfred Hitchcock. O hoje proprietário assistiu na sala filmes de Mazzaropi na companhia de Neusa, a namorada com quem se casou e depois se tornou bilheteira da sala.
 
Cine São Paulo é um filme simples, testemunha de resistência e de persistência da memória no momento em que raras cidades brasileiras possuem salas de rua. Espaços importantes nas capitais e no interior deixaram de exibir filmes para sediar outras atividades, como igrejas, garagens, magazines. Atualmente, apenas 10% das cidades brasileiras possuem cinemas de rua.
 
O filme estreará no Centro Cultural São Paulo,nesta quinta (7/11), às 19h, uma sessão seguida de debate com os cineastas, a diretora da Spcine, Laís Bodansky, o crítico Sergio Rizzo e o arquiteto Ricardo Ohtake, diretor do Instituto Tomie Ohtake. 
 
Além disso, o filme também entra em cartaz em Dois Córregos, Brotas (SP), Jaú (SP), Pelotas (RS), Laguna (SC), Triunfo (PE), Belém (PA), em um circuito de cinemas de rua. 
 
O filme também ficará disponível, gratuitamente, por meio da plataforma taturanamobi.com.br, para qualquer pessoa ou instituição interessada em organizar uma projeção e promover debates.  

Luiz Vita


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