Mama colonel

Mama colonel

Ficha técnica

  • Nome: Mama colonel
  • Nome Original: Maman Colonelle
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Congo
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 72 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Dieudo Hamadi
  • Elenco:

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País


Sinopse

Honorine Munyole é uma coronel veterana da polícia do Congo. A principal função que tomou para si é a de defender e proteger mulheres e crianças vítimas de abuso e violência. Depois de anos trabalhando na cidade de Bukavu, ela acaba transferida para Kisangani, que é maior e mais problemática.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

04/11/2019

O assunto do documentário Mama Colonel não poderia ser de maior atualidade: abuso e violência contra mulheres e crianças no Congo. O documentarista Dieudo Hamadi acompanha o trabalho de uma policial veterana, a coronel Honorine Munyole, uma verdadeira heroína local em sua incansável luta. Mãe de sete filhos, aos 72 anos, ela passou os últimos 15 de sua carreira tentando levar criminosos à justiça e dando segurança e apoio às vítimas, tentando ajudá-las a recobrar a dignidade.
 
Com sete documentários em menos de dez anos, Hamadi tornou-se um cronista da vida na República Democrática do Congo, abordando desde as eleições presidenciais ao sistema educacional. Aqui, em pouco mais de uma hora traça um perfil generoso e honesto de uma figura importante em seu país.
 
Morando e atuando em Bukavu, uma cidade na costa leste do país, na fronteira com Ruanda, a coronel Munyole se prepara para uma transferência para a cidade de Kisangani, que é maior e, obviamente, mais violenta. A “promoção”, no entanto, mostra-se, na verdade, mais trabalho, numa região onde a herança da guerra civil é ainda sentida. O depoimento das vítimas é comovente e doloroso, assim como o fato de que a sociedade e o governo preferem fingir que os problemas do passado foram superados.
 
A investigação de Hamadi, que antes de se tornar documentarista estudou biomedicina, se embrenha nas estruturas sociopolíticas que perpetuam sistematicamente abusos contra mulheres e crianças. Num de seus momentos mais fortes, o filme mostra um centro que cura crianças acusadas de bruxaria.
 
Quando Munyole está instruindo sua nova equipe, ela diz que juntos irão mudar as coisas, que vão melhorar Kisangani. É, ao mesmo tempo, uma ordem e uma súplica. Não há dúvidas de que ela é a figura central deste documentário, mas Hamadi está também interessado em investigar o tipo de sociedade que produz (e precisa de) uma pessoa como ela. É um país em crise constante, mas que encontra nessa mulher alguns pontos de luz para olhar para um futuro menos problemático. Não é uma estrada calma nem curta, mas certamente o diretor está acompanhando com seus filmes cada passo que o Congo possa dar – por menor que seja – rumo a algo melhor. 

Alysson Oliveira


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