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Sinopse

Após o atentado às Torres Gêmeas, em 11 de Setembro, a CIA recorre aos chamados "métodos diferenciados de interrogatório", orientados por dois psicólogos. Um investigador a serviço de uma senadora democrata, Daniel Jones, procura indícios de que estes métodos, na verdade, não passem de tortura.


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Crítica Cineweb

30/10/2019

Drama político de alta voltagem retrata os esforços de um investigador a serviço do senado norte-americano, Daniel Jones (Adam Driver), para provar que a CIA recorreu a métodos de tortura contra suspeitos de terrorismo no pós-11 de Setembro.
 
Trabalhando para o gabinete da senadora democrata Dianne Feinstein (Annette Bening), Jones é aquele funcionário dedicado, incansável, capaz de deslocar-se diariamente, por anos a fio, ao arquivo a que a CIA lhe dá acesso, escarafunchando, com sua pequena equipe, milhares de documentos, relatórios, e-mails. Sua busca é para identificar sinais de que os chamados “métodos de aperfeiçoamento de interrogatório” contra suspeitos de terrorismo estão ultrapassando os limites legais. E ele acha indícios de que, com a assessoria de dois psicólogos, contratados a peso de ouro, a CIA está, na verdade, promovendo a tortura de suspeitos, submetendo-os a privação de sono, afogamento e outros métodos proibidos - causando até pelo menos uma morte.
 
Um dos pontos mais interessantes discutidos pelo filme é como a CIA se defende, procurando convencer a todos de que sua guerra suja está produzindo resultados - atribuindo a seus métodos abomináveis a descoberta, por exemplo, do esconderijo de Osama Bin Laden, o que se sabe não ser verdade. Além de violentos e inaceitáveis, os interrogatórios recorrendo a tortura não estão obtendo qualquer informação relevante, como os locais dos próximos ataques. São, portanto, outros crimes cometidos em nome da segurança nacional, em pleno governo democrata, de Barack Obama. 
 
O tema é de alta relevância mas o diretor/produtor Scott Z. Burns nem sempre maneja tão bem o material à sua disposição, tornando a narrativa eventualmente cifrada e complexa demais. Ainda assim, o desempenho de Driver, Bening e também de Jon Hamm, como um senador democrata que tenta salvar a cara do governo Obama, garantem o interesse. É muito claro que a disputa aqui está em torno do significado da transparência, por mais que isso possa expor um governo, qualquer que ele seja, sob pena de comprometer o próprio significado da democracia. E Daniel Jones é o próprio heroi dos novos tempos, alguém sem rabo preso com ninguém, exceto a verdade, e de uma ética acima de qualquer suspeita.

Neusa Barbosa


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