Ventos da liberdade

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País


Sinopse

No final dos anos 1970, milhares de alemães orientais sonham fugir para o Ocidente. Entre eles, estão duas famílias, os Strelzyk e os Wretzel, que estão secretamente costurando um balão de ar quente, com o qual pretendem escapar para a Alemanha Ocidental.


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Crítica Cineweb

30/10/2019

O drama alemão de Michael Herbig revisita os tempos da Guerra Fria, no ano de 1979. Ainda dividida em dois países pelo Muro, a Alemanha assistia às fugas dos cidadãos do lado oriental, comunista, para o lado ocidental, capitalista. Estima-se que, entre 1976 e 1988, 38.000 pessoas tenham tentado essa fuga. Dessas, pelo menos 462 foram mortas na tentativa, na fronteira fortemente guardada por soldados que recebiam a ordem de atirar para matar contra os dissidentes.
 
A incrível história - real - de duas famílias, os Strelzyk e os Wetzel, que organizam uma fuga por meio de um balão, está no centro do filme, que resgata o esforço clandestino e as inúmeras peripécias vividas pelos protagonistas dos acontecimentos.
 
Peter Strelzyk (Friedrich Mücke) é um eletricista, que mora com a mulher, Doris (Karoline Schuch), e os filhos Frank (Jonas Holdenrieder) e Fitscher (Tilman Döbler) numa modesta casa - que fica bem em frente à residência de um alto funcionário do ministério do interior, Erik Baumann (Ronald Kukulies). Por conta dessa vizinhança, os Strelzyk precisam tomar cuidado, participando de todas as cerimônias celebratórias do regime de Erich Honecker, para não atrair para si a atenção do serviço secreto, a temida Stäsi.
 
O vizinho poderoso nem pode imaginar que Strelzyk está arquitetando um plano de fuga com um amigo, Günter Wetzel (David Kross), um motorista de ambulância, costurando um balão para atravessar a fronteira, aproveitando a iminente passagem de um vento favorável. Os dois vivem de olho nos boletins atmosféricos para decidir o dia certo da partida. Mas, quando chega a ocasião perfeita, Günter desiste do plano, temendo por sua mulher, Petra (Alicia von Rittberg) e seus filhos pequenos.
 
Os Strelzyk levam adiante o plano, mas algo falha - eles caem poucos metros antes da fronteira e têm que fugir rapidamente para não serem pegos, abandonando o balão. Eles voltam para casa, mas todos sabem que uma forte operação policial e militar foi montada para identificar os fugitivos, liderada pelo tenente-coronel linha dura Seidel (Thomas Kretschmann).
 
Mesmo que se conheçam detalhes dos fatos reais - que inspiraram um filme da Disney, Dramática Travessia, em 1982 -, a narrativa mantém o suspense, recriando a atmosfera de medo e perseguição vigente naqueles dias, criando empatia por essas duas famílias de pessoas bem comuns, sufocadas por um clima opressivo e que, mesmo assim, ou por causa disso mesmo, lançam-se a uma segunda tentativa com outro balão. 
 
Não há, porém, nenhum brilho especial na condução deste drama modesto, que segue a dinâmica de uma produção para a TV, num esquema dramático bem na linha mocinhos x bandidos, sem maiores nuances do contexto sociopolítico.

Neusa Barbosa


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