Rogéria, senhor Astolfo Barroso Pinto

Ficha técnica

  • Nome: Rogéria, senhor Astolfo Barroso Pinto
  • Nome Original: Rogéria, senhor Astolfo Barroso Pinto
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2018
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 82 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção: Pedro Gui
  • Elenco:

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País


Sinopse

A vida e a carreira da travesti e artista Rogéria está no centro deste documentário que resgata sua trajetória e sua importância para a cultura e os costumes no Brasil.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

23/10/2019

Rogéria, senhor Astolfo Barroso Pinto é um documentário poético que resgata a trajetória de Rogéria, que morreu em 2017 e se autoproclamava, “a travesti da família brasileira”. O filme de Pedro Gui lança um olhar carinhoso para uma das artistas mais famosas do país. Contando com depoimentos dela mesma, de amigos e amigas, além de familiares, o longa faz uma reconstrução carinhosa da jornada que começou nos anos de 1940, em Cantagalo, no Rio de Janeiro.
 
Nascida Astolfo Barroso Pinto, Rogéria ainda com o nome de batismo começou uma carreira de maquiadora e, gradativamente, tornou-se a estrela que foi. É pelos olhos de pessoas como Jô Soares, Jane di Castro, Nany People, Betty Faria e familiares que Rogéria é resgatada. São relatos comovidos, em primeira pessoa, sobre a convivência, a generosidade e todo o esforço dela para se tornar artista num país tão preconceituoso.
 
Porém, por mais que os amigos, amigas e familiares de Rogéria contem em seus depoimentos sobre a figura humana, o documentário se mostra mais interessado na artista. Um momento crucial da vida dela, um acidente de carro sofrido em 1981, poderia servir de base para um aprofundamento nisso. Diversos depoimentos contam como ela, com uma cicatriz no rosto, se fechou para o mundo, mas isso também acabou fortalecendo-a. É uma faceta humana muito bem-vinda ao filme esse momento.
 
Há outras cenas que reconstituem, num palco de teatro, alguns momentos da carreira de Rogéria. São cenas de grande poesia, mas nem sempre de muita organicidade na narrativa. Ao lado de Divinas Divas, de Leandra Leal, lançado em 2017, Rogéria, senhor Astolfo Barroso Pinto resgata figuras importantes de nossa cultura que são fundamentais, mas correm o risco de ser esquecidas. 

Alysson Oliveira


Trailer


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