Segredos oficiais

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Sinopse

Katharine Gun é uma tradutora de mandarim que trabalha numa agência governamental inglesa. Em 2004, tentando salvar vidas, vaza para a imprensa um documento confidencial e acaba acusada de traição ao Reino Unido.


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Crítica Cineweb

23/10/2019

Segredos oficiais é um filme morno sobre um assunto explosivo. A interpretação honesta de Keira Knightley traz um pouco do calor que o longa de Gavin Hood tanto precisa. Ela interpreta Katharine Gun, uma tradutora de mandarim de 28 anos, que trabalha numa agência governamental inglesa que investiga documentos internacionais em língua estrangeira.
 
Sem grandes ambições políticas ou ideológicas – ela queria apenas salvar vidas –, em 2004, vaza um documento no qual a Agência Nacional de Segurança dos EUA pediam para os ingleses espionar membros da ONU de Angola, Camarões, Chile, Bulgária e Guiné, para que o presidente Bush pudesse pressioná-los a votar num mandato que permitiria a guerra contra Saddam Hussein.
 
Gun nunca foi, de forma alguma, politicamente alienada. Nas primeiras cenas do filme, ela grita contra Tony Blair na televisão, inconformada com as ações do primeiro ministro britânico. Embora também não tenha sido uma ativista, quando lê o memorando na tela de seu computador no trabalho, não consegue ficar indiferente. Imprime o documento, certifica-se de cortar o pedaço de papel com os nomes do remetente e destinatário, e, por fim, o faz chegar à imprensa.
 
Escrito pelo diretor e Gregory e Sara Bernstein, a partir de um livro-reportagem, de Marcia e Thomas Mitchell, o filme acompanha duas narrativas: uma com Gun, outra com a equipe do jornal inglês Observer quando recebe o documento. A delatora acaba descoberta – novamente, num ato nobre para salvar seus amigos – e acaba acusada de quebra do Ato de Segredos Oficiais, cuja pena será prisão. A grande questão para a personagem é provar que não agiu contra o governo britânico e que, acima de tudo, a exposição do documento serve para salvar vida de soldados ingleses e civis Iraquianos.
 
O sul-africano Hood, que tem no currículo o Oscarizado Infância Roubada e Decisão de risco, nunca foi um diretor particularmente criativo. Seus filmes são pouco inventivos na forma, mas, quando bem feitos – e com um elenco afiado, como aqui e Decisão de risco – são eficientes. Segredos de Risco funciona por causa do elenco liderado por Knightley, mas que traz também Ralph Fiennes como o advogado de defesa que tem uma ideia brilhante para tentar salvar Gun.

Alysson Oliveira


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