O exterminador do futuro - Destino sombrio

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Sinopse

Dani é uma operária de origem mexicana que, de repente, torna-se alvo de um robô todo-poderoso, capaz de assumir muitas faces e com claro intuito de matá-la. Mas ela terá a seu lado Grace, uma androide que veio do futuro e tem a missão de salvar a vida da outra a qualquer preço.


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Crítica Cineweb

16/10/2019

Só a invencível tentação de tentar produzir mais um blockbuster lucrativo de ação reciclando uma boa e velha história explica O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, novo exemplar da cinessérie iniciada em 1984. 
 
Produzida mais uma vez por James Cameron, um dos autores da história original que, assim como o roteiro, foram remexidos por muitas mãos, o filme de Tim Miller recende a passado. Isto apesar de toda a parafernália high tech em torno do robô-vilão deste capítulo, Rev-9 (Gabriel Luna) - quase indestrutível, ele simplesmente se reorganiza a partir de seus fragmentos, mesmo se o arrebentam em mil pedaços. Só falta voar, mas ele costuma dar um jeito nisso.
O filme começa embaralhando histórias anteriores, assistindo-se ao assassinato do menino John (Edward Furlong), aquele que se tornaria líder da rebelião contra as máquinas, pelo velho T-800 (Arnold Schwarzenegger), para desespero de sua mãe, Sarah Connor (Linda Hamilton). Mas, espera aí: eles não tinha resolvido isso, evitando o futuro sombrio projetado pela Skynet? Parece que houve alguma reviravolta entre estas viagens no tempo.
 
A ação volta-se para a Cidade do México, que vai assistir a um pega sensacional entre Rev-9 e a androide Grace (Mackenzie Davis). Rev-9 veio para matar, Grace, para salvar, Dani Ramos (Natalia Reyes), uma operária que tem uma função decisiva num outro futuro assustador e dominado por máquinas assassinas de humanos. A Skynet saiu de cena, mas houve a Legião - lá em 2049, de onde veio Grace, são eles que comandam o extermínio da espécie humana, que somente Dani poderá impedir. Ela é aquela que não pode morrer. 
 
Toda poderosa como é, Grace não dá conta de Rev-9 sozinha. E aí que vai reentrar em cena a boa e velha Sarah Connor, com um arsenal invejável de alto calibre e a firme disposição de fazer frente a qualquer máquina. Perdendo o filho, ela não tem mais nada a perder.
 
Com várias sequências de ação eletrizantes, o filme se equilibra, mais uma vez na franquia, em efeitos especiais - mas nada tão impressionante assim, mesmo que esta seja a intenção de um lançamento em versão 3D.
 
A correria toda fica um tanto prejudicada com a falta de carisma da heroína do futuro que se gasta tanta energia para salvar, como é o caso de Dani - e também o roteiro não deu conta de valorizar sua personagem, como deveria. Parece ter sido a intenção original pegar carona numa tendência atual de colocar em primeiro plano personagens femininas ativas, e aqui tem-se logo três de uma vez. É uma qualidade, sem dúvida, assim como a atenção dada à questão dos imigrantes nos EUA.
 
Não será tão eficiente a volta de outro velho conhecido da franquia, o incontornável Carl/T-800 (Arnold Schwarzenegger). Sem querer dar spoiler, ele entra na porção final, para ter um papel na solução de mais este futuro sombrio, além de pagar seu crime por ter eliminado John. Mesmo tendo-se toda a paciência do mundo com as incongruências da trama e o excesso de violência da sequência final, o resultado parece um tanto frustrante. A melhor coisa por aqui foi mesmo Mackenzie Davis, uma heroína por quem dá vontade de genuinamente torcer e que ficou merecendo uma história melhor. 

Neusa Barbosa


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