A maratona de Brittany

A maratona de Brittany

Ficha técnica


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País


Sinopse

Birttany está sem rumo na vida e acima do peso ideal. Seu médico lhe dá um ultimato: precisa emagrecer porque sua saúde está em risco. Ela resolve praticar esportes e que irá correr a maratona de Nova York.


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Crítica Cineweb

14/10/2019

À primeira vista, esta história pode parecer apenas formulaica. E não que o filme de Paul Downs Colaizzo não seja – mas o dramaturgo, que estreia na direção, se apropria da fórmula com tanto gosto, tanta honestidade e uma grande performance de Jillian Bell, que as eventuais lágrimas são conquistadas e não arrancadas a fórceps.
 
O roteiro, também de autoria do diretor, se baseia numa história real, combinando comédia e pathos com a mesma intensidade numa personagem que corria o sério risco de ser insuportável – mas não é. Bell é Brittany, nova-iorquina sem emprego fixo, sem dinheiro e acima do peso. Não que isso a incomode – todos os corpos são lindos, diz ela ao médico, referindo-se à propaganda de uma marca de cosméticos, mas ele não compra a piada. A questão é que ela precisa mesmo perder peso, por mais que acredite gostar de si mesma como é. Sua saúde está em risco.
 
Emagrecer torna-se, no entanto, um caminho de autodescoberta. O começo é encarar a balança, dia a dia, acumulando frustrações e ansiedade. O acaso do destino quis que uma renomada fotógrafa, Catherine (Michaela Watkins), alugasse um estúdio no mesmo prédio em que Brittany mora, e a mulher é corredora quase profissional. Junto com um novo amigo, Seth (Micah Stock), o trio se dispõe a treinar seriamente para, no ano seguinte, correr a Maratona de Nova York.
 
Pode parecer um enredo previsível, ostentando uma lição de moral de amor ao próximo e a si mesmo. Mas Colaizzo usa o que pode haver de melhor na fórmula com muita honestidade e consegue fazer um longa que flerta com o clichê, mas não incorpora seu lado manipulador e barato, destacando aquilo que pode haver de mais humano e o que nos une como espécie.
 
A questão é que Brittany é campeã em se autossabotar. Ainda assim, o longa não é cruel com ela, e Jillian Bell demonstra um carinho enorme por sua personagem. Rimos com ela, dela mesma, esse é o ponto. E quando a heroína resolve virar o jogo de sua vida, A maratona de Britanny não faz dela um saco de pancadas cômicas. É mais ou menos o contrário de que Sexy por acidente fez com Amy Schumer.

Alysson Oliveira


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