Malévola - Dona do mal

Ficha técnica


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Sinopse

A afilhada de Malévola, Aurora, aceita o pedido de casamento do seu príncipe. Mas a mãe do rapaz, a Rainha Ingrith, não gosta muito da ideia de ter de conviver com seres encantados da floresta e bate de frente com a fada má.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

10/10/2019

A pergunta que, inevitavelmente, vem quando se assiste a Malévola - Dona do mal é: para que? Se fosse “para quem?”, seria, é claro, mais fácil de responder. Mas não há nada além de um olhar guloso na bilheteria que justifique a existência do filme, que desperdiça três ótimas atrizes em caras, bocas e olhares. Angelina Jolie – banhada em maquiagem e efeitos digitais – é a personagem-título, fada do mal, que transformou a bela em adormecida, no longa de 2014.
 
Aqui, isso tudo é coisa do passado. Depois de acordar, sua afilhada Aurora (Elle Fanning), uma humana (é bom notar isso, pois será importante a certa altura da trama), se tornou muito próxima da madrinha – não mais uma fada malvada, mesmo com as bochechas pontiagudas e afiadas. A vilã aqui é a Rainha Ingrith (Michelle Pfeiffer), mãe do Príncipe Encantado – um personagem inócuo interpretado por Harris Dickinson). O problema dela não é a futura nora, mas Malévola, que assume a figura materna da garota.
 
Malévola é obrigada a interagir com humanos e fazer os jogos sociais, como pregam os bons modos, de cortesia e gentileza – algo, claramente, inapropriado para ela. Mas, é de se admitir, que é esforçada enquanto não é provocada. Não demora muito, porém, e Ingrith, com seu próprio plano, coloca uma armadilha no caminho da protagonista, que acaba dada como morta. Com o caminho livre, a rainha pode casar Aurora e seu filho e acabar com as criaturas mágicas da floresta.
 
Com a direção do norueguês Joachim Rønning, e roteiro de Micah Fitzerman-Blue, Noah Harpster e Linda Woolverton,Malévola - Dona do mal soa como uma versão juvenil de Game of Thrones. Sua preocupação está em intrigas palacianas e guerra. Visto que o público principal do filme são crianças, é, no mínimo, pouco saudável o papel tão proeminente e os aspectos tão gráficos dos conflitos armados que aparecem na tela.
 
Talvez seja a tentativa da Disney mudar sua imagem, que perdurou por anos de personagens femininas frágeis à espera de um homem para salvá-las. Aqui, elas vão à guerra, mas o excesso de efeitos especiais e a obsessão gratuita em tentar transformar tudo em épico não só são um tanto patéticos como tediosos. Se o começo é espirituoso, com diálogos mordazes no conflito verbal entre as personagens de Jolie e Pfeiffer, com o tempo tudo isso vira uma versão confusa de Senhor dos Anéis, com destaque a um cogumelo ambulante. 

Alysson Oliveira


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