Projeto Gemini

Ficha técnica


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Sinopse

Henry Brogan é o mais eficiente assassino de elite as ordens do serviço secreto dos EUA. Mas ele está cansado de tantas mortes e pede aposentadoria. Uma série de incidentes acontecem e ele descobre que agora virou alvo - e quem está do outro lado tentando matá-lo é um clone dele mesmo.


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Crítica Cineweb

01/10/2019

Diretor que começou sua carreira com filmes intimistas como Comer, Beber, Viver (1994) e Tempestade de Gelo (1997), Ang Lee não resiste a uma mágica com efeitos especiais na tela - como demonstram seus filmes posteriores, O Tigre e o Dragão (2000), Hulk (2003) e As aventuras de Pi (2012).De certo modo, ele junta as duas vertentes na ficção científica Projeto Gemini, que apregoa a novidade da recriação digital de Will Smith, permitindo que ele contracene com um clone dele mesmo, num filme captado em tecnologia 3D+.
 
O roteiro escrito por David Benioff, Billy Ray e Darren Lemke coloca Smith como Henry Brogan, um assassino de elite do serviço secreto norte-americano. Supostamente - é o que ele acredita - ele só liquida os maus e dá uma amostra de seu talento invulgar na impressionante sequência que abre o filme, alvejando um alvo dentro de um trem de alta velocidade.
 
Com cerca de 70 mortes nas costas, Brogan está cansado e pede arrego. Está na hora de aposentar-se, o que enche de tristeza seu superior imediato, Del Patterson (Ralph Brown), que o considera insubstituível. O problema, para Brogan, é que outro ex-chefe, Clay Verris (Clive Owen), que o treinou, também acha a mesma coisa mas tem menos escrúpulos.. Assim, realizou um experimento genético secreto e ilegal, produzindo Júnior, um clone mais jovem, ágil e impiedoso do matador, que tentará por todos os meios apagar o original.
 
Tirando proveito da perplexidade que é alguém lutar contra si mesmo, o filme explora sequências de ação estimulando a adrenalina - como uma corrida de motos em Cartagena e uma luta encarniçada dentro de um museu em Budapeste. Fora disso, investe na química entre Brogan e uma agente, Danny (Mary Elizabeth Winstead), que devia vigiá-lo mas se torna sua aliada. 
 
Um problema neste tipo de história, que investe tão pesado em tecnologia, é não se preocupar o bastante em desenvolver os personagens secundários - à exceção de Danny e de Baron (Benedict Wong), um ex-colega de Brogan que o ajuda e também injeta as mínimas notas de humor a que esta história tensa se permite.
 
No mais, nem mesmo um ator dotado como Clive Owen tem a seu dispor um vilão suficientemente complexo para fazer mesmo sentido. O ex-colega de Brogan, Jack (Douglas Hodge), e uma outra chefe, Janet Lassiter (Linda Emod), são impressionantemente planos, com passagens clichês pela tela.

Tentando não ser apenas um filme de ação puro e cru, Projeto Gemini investe um bocado de sua energia em DRs de pai/filho entre o jovem clone e Clay - seu criador - e entre o rapaz e Brogan, que são duas versões, uma jovem, outra madura, da mesma pessoa. Há potencial de sobra para um bom desenvolvimento aqui, mas ficou na vontade. Sobra chororô demais para Júnior e não há tempo para romance, mesmo contando-se com uma companheira de ação tão carismática quanto Danny, papel com potencial de tirar Mary Elizabeth Winstead da rota dos seriados e colocá-la mais na telona - ela que tem olhos, expressão e energia que lembram a boa e velha Sigourney Weaver dos anos 1980. 

Neusa Barbosa


Trailer


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