Ela disse, ele disse

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País


Sinopse

Rosa acabou de mudar de escola e, no primeiro dia de aula, conhece Léo. Os dois acabam se apaixonando, mas Julia, a menina mais popular da escola, fará de tudo para separá-los.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

26/09/2019

A comédia romântica infanto-juvenil Ela disse, ele disse se propõe a mostrar o universo adolescente. Em cena, todos os clichês da juventude contemporânea, incluindo redes sociais, sefies, estilo levemente hipster e ativismo – às vezes, tudo isso junto numa coisa só. Dirigido pela estreante Claudia Castro, com roteiro inspirado no livro homônimo de Talita Rebouças, escrito por ela e Tati Ingrid Adão, é um filme destinado a um público bem específico – jovem e de classe média alta para cima – e exclusivamente a ele.
 
Não que cinema juvenil não seja capaz de romper barreiras etárias, mas não é o caso deste filme, que mais parece um episódio-piloto de uma série para fazer concorrência a Malhação. Os estereótipos estão espalhados para todos os lados, sejam os personagens ou as situações. Mesmo o visível talento da atriz principal, Duda Matte, não é capaz de tornar o filme mais suportável.
 
Ela interpreta Rosa, jovem que acaba de trocar de escola e está ansiosa. Na mesma situação, está Leo (Marcus Bessa). Os dois se conhecem no primeiro dia de aula, tornam-se amigos e uma faísca de primeiro amor surge entre eles. Porém, Julia (Maisa Silva), a menina mais popular da escola, o inevitável chavão deste gênero de filme, fica com inveja e, mesmo tendo namorado, fará de tudo para roubar o garoto da rival.
 
Esse fiapo de trama tenta se elevar à seriedade trazendo alguns temas, como o primeiro beijo, vingança e ativismo digital. São elementos em voga no momento (alguns atemporais) e de interesse juvenil, mas que são tratados de maneira superficial, como se tudo no mundo se resolvesse com likes e compartilhamentos. A estrutura da narrativa começa fazendo justiça ao título, mostrando as situações sob o ponto de vista de Rosa e depois de Leo, destacando as peculiaridades de cada um. Mas esse estratagema some no meio do filme e volta apenas quando é conveniente.
 
Nos anos de 1990, a série Confissões de adolescente revolucionou a televisão brasileira ao trazer, com seriedade e humor, temas pertinentes à juventude daquele momento. Em 2013, um filme inspirado no televisivo tentou (sem o mesmo resultado) levar a proposta para o cinema. Ela disse, ele disse é, de certa forma, uma espécie de derivado dessa série, mas falta-lhe a densidade do original, algo que realmente fuja das obviedades e encare essa fase da vida com mais sinceridade, fora dos clichês. 

Alysson Oliveira


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