Meu amor por Grace

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País


Sinopse

No Havaí dos anos 1920, um médico norte-americano, Doc, chega a uma comunidade rural. Acaba adotando o menino Jo, órfão e mestiço, que vivia abandonado. Adolescente, Jo se apaixona por Grace, filha do maior fazendeiro do lugar, que pretende casar a menina com outro médico, o dr. Reyes.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

18/09/2019

Meu amor por Grace é o típico romance de novela, temperado por diferenças sociais e racismo. Até aí, nada demais, já que o tema parece ser eterno. Pecado maior é que o diretor suíço David L. Cunningham, co-autor do roteiro, derrape em rigorosamente todos os clichês possíveis para armar seu relato romântico, ambientado no Havaí dos anos 1920.
 
A história começa com uma epidemia local, que mata a jovem mãe de um menino, Jo (Cole Takiue). Até então, ninguém sabia da existência do garoto, que resultou de um relacionamento misto,filho de um japonês, o que torna a criança alvo de preconceitos. No lugar, acredita-se que mestiços tragam mau agouro. 
 
O menino vive vagando, abandonado, quando chega o novo médico, Doc (Matt Dillon). Preenchendo o clichê do forasteiro excêntrico de bom coração, ele é o único a interessar-se pelo menino, que adota como um verdadeiro filho. Os anos passam e Jo (agora interpretado por Ryan Potter), tornou-se um adolescente, assistindo Doc na entrega de medicamentos por toda a região. Muito rápido, ele disputa corrida com o carroceiro que transporta outros produtos por ali. 
 
Aí entra em cena a mais rica família local, os Danielson, composta pela matriarca (Juliet Mills), seu filho (Nick Boraine) e a filha dele, Grace (Olivia Ritchie). Evidentemente, não basta mais do que um olhar à distância, quando Grace e Jo ainda são pequenos, para que os dois descubram o sentimento proibido capaz de uni-los por toda a vida.
 
Evidentemente, o pai da moça nem quer ouvir falar de um casamento com um pobretão sem eira nem beira nem sobrenome - o doutor tenta, sem sucesso, adotá-lo legalmente. Assim, quando se apresenta na cidade um novo médico, Reyes (Jim Caviezel), sua presença parece uma resposta às preces do pai e da avó de Grace.
 
A maneira como o diretor dispõe as engrenagens de sua previsível historinha são bastante óbvias, não deixando grandes oportunidades para que os atores escapem de suas armadilhas. Jim Caviezel apresenta-se num dos papeis mais caricatos de sua carreira, típico vilão de história em quadrinhos ruim. Matt Dillon, por sua vez, consegue injetar humor e simpatia em seu personagem, infiltrando alguma humanidade num romance bem água com açúcar.

Neusa Barbosa


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