Predadores assassinos

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Sinopse

Ao tentar salvar seu pai, que está preso no porão de casa durante um furacão de nível 5, Hayle se vê ameaçada por um grupo de crocodilos que invadiu o local.


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Crítica Cineweb

18/09/2019

Predadores assassinos é um filme com um título bastante autoexplicativo. Os referidos são alguns crocodilos libertos durante um furacão nível 5 na Flórida que andam livremente – e nadam ainda mais livremente – pelas ruas e uma casa, onde um pai e sua filha tentam sobreviver. Pode parecer algo como Tubarão, mas não é. Está longe de ser, mas, para quem gosta de filme-catástrofe envolvendo animais perigosos e exóticos, esse é o que o cinema recente pode oferecer.
 
Tudo bem que os personagens não têm qualquer profundidade e os diálogos são risíveis – mas, com, raras exceções, isso é típico do gênero, por isso, o longa dirigido por Alexandre Aja entrega o que promete. A protagonista é uma nadadora, Haley (Kaya Scodelario), que, por não conseguir falar com seu pai (Barry Pepper) na iminência de um furacão, viaja até a casa dele, onde o encontra preso no porão da antiga casa da família.
 
Ela acredita que o problema seja apenas o furacão, mas logo vê que ele está acuado num canto do porão, “protegido” por um encanamento, com uma perna quebrada e uma espécie de mordida no ombro. Logo os animais dão o ar da graça, prometendo muita destruição, com uma fome imensa e mandíbulas poderosas. A nadadora pensa em algumas opções, entre elas, ligar para a polícia ou nadar (já que logo o porão estará cheio de água) até a escada que leva ao outro andar da casa. Mas, infelizmente, sempre há um réptil assassino no meio do caminho.
 
O filme não foge às regras do gênero, e plausibilidade não é uma delas, o que nem é o maior problema. Mas o número diminuto de personagens – basicamente dois, com eventuais visitantes – é uma desvantagem aqui. Há pouquíssimas vítimas em potencial. Sabemos que Haley ou seu pai não vão morrer tão já, se é que vão ser devorados em algum momento, o que diminui o nível de tensão. Sempre, ao menos até perto do final, ao menos um deles vai achar uma forma de contornar os predadores assassinos.
 
Aja, famoso por seus terrores exagerados (como Piranha 3D e Viagem Maldita), trabalhando com roteiro dos irmãos Michael e Shawn Rasmussen, desconhece limites – às vezes do ridículo, mas tudo bem. O seu filme pode não ser sagaz e também pode exigir muita boa vontade do público, mas, certamente, terá quem o defenda com gosto. 

Alysson Oliveira


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