Abominável

Ficha técnica


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País


Sinopse

A pré-adolescente Yi ainda não conseguiu superar a perda do seu pai mas quando aparece um filhote de Abominável Homem das Neves na sua vida, ela fará de tudo para salvar a criatura e levá-lo de volta até a sua casa, no Evereste.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

17/09/2019

Como tantos filmes infantis recentes, Abominável é uma espécie de paradoxo: existe uma discrepância um tanto grande entre a sofisticação das imagens, do traço, do colorido, e a simplicidade quase toda da trama. É aquele velha história surrada sobre acreditar em si mesmo que tudo vai dar certo. Muda só endereço mesmo e, no caso, é a China (certamente, mirando também, no gigantesco mercado local).
 
Produzido pela Dreamworks em parceria com o estúdio chinês Pearl, o filme é fofo, mas não muito além disso. Há uma beleza visual impressionante com a paleta de cores vibrantes, riqueza de detalhes na criação dos cenários e em especial da criatura mítica iéti, também conhecido como o Abominável Homem das Neves. O animal, que, no fundo, é um cachorro descolado, é imenso, peludo e branco. É bonito de se ver – embora os humanos, sigam o padrão um tanto sem graça estilizado que domina as animações.
 
A protagonista é a garota Yi (ainda no começo da adolescência), que ao lado do pequeno Peng e seu primo Jin (quase no final da adolescência), deverá acompanhar o iéti de volta até sua casa no Evereste. Ele está ameaçado por um colecionador de animais, que o trouxe para a cidade, onde o mantinha cativo, com a ajuda de uma cientista americana, Lara.
 
A jornada de levar a criatura até seus pais é também a jornada de autoreencontro de Yi que, desde a morte de seu pai não é a mesma, passa pouco tempo em casa, não dá muita atenção à mãe e à avó (uma das melhores personagens). A menina faz diversos trabalhos para juntar dinheiro e realizar a viagem pela China, que ela havia planejado com o pai.
 
O animal ganha o nome de Evereste e se revela, durante a jornada, capaz de controlar a natureza. Há algo do E.T., criado por Spielberg nele, em sua ingenuidade e humor. O bicho nada mais é do que um criança em seu comportamento, e, por isso, cria laços tão rapidamente com o pequeno Peng.
 
Escrito e dirigido por Jill Culton, no entanto, aos poucos o filme se mostra uma check-list de lições de moral e de referências culturais à China, com direito a um clímax em estátuas gigantescas de Buda, como a de Leshan – quando inexplicavelmente começa a tocar Coldplay. Uma escolha que mina um pouco o potencial emotivo da cena, mas que, claramente, é uma piscadela ao público ocidental. 

Alysson Oliveira


Trailer


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