O fim da viagem, o começo de tudo

Ficha técnica

  • Nome: O fim da viagem, o começo de tudo
  • Nome Original: Tabi no owari sekai no hajimari
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Japão
  • Ano de produção: 2019
  • Gênero: Drama
  • Duração: 120 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção: Kyoshi Kurosawa
  • Elenco: Tokio Emoto, Atsuko Maeda, Ryo Kase

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Sinopse

Repórter de um programa de TV que mostra situações inusitadas, Yoko viaja com sua equipe para o Uzbequistão. Lá, começam a dar errado as dicas recebidas e ela enfrenta choques culturais e uma crise pessoal.


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Crítica Cineweb

03/09/2019

Kyoshi Kurosawa é um veterano diretor japonês habituado a frequentar diversos gêneros, não raro dentro do mesmo filme. Em parte, é o que ele faz em O fim da viagem, o começo de tudo, uma espécie de road movie com toques de comédia e musical.
 
Ao centro de uma grande viagem pelas paisagens insólitas do Uzbequistão, está a repórter japonesa Yoko (a pop star Atsuko Maeda, ex-integrante do grupo AKB48). Ela é a apresentadora de um programa de variedades, especializado em mostrar situações inusitadas, não raro ridículas mesmo. O objetivo é colher imagens, por exemplo, de um gigantesco peixe que viveria no lago Aydar. Mas, desde o começo, uma série de infortúnios atravessa o caminho da equipe japonesa. O tal peixe, por exemplo, não dá sinais de vida, o que leva os japoneses a duvidar de sua existência. O pescador que os assessora, no entanto, atribui a ausência dele a Yoko - os peixes, segundo ele, detestam o cheiro das mulheres.
 
A partir desse incidente inicial, tudo será oportunidade para que Kurosawa, também roteirista, lance sua heroína em situações desconfortáveis, e não somente pelos choques culturais num país sobre o qual ela e os colegas desconhecem tudo, começando pela língua - ainda que seu guia/tradutor, Temur (Adiz Rajabov), se esforce ao máximo para aparar as arestas.
 
Na verdade, não se sabe muito sobre Yoko, exceto que ela tem um namorado bombeiro, Ryo, com quem troca mensagens pelo celular. Apenas num momento se estabelece uma situação com potencial romântico, mas não é essa a direção a que a história conduz. O foco está numa jovem mulher perdida em seus sentimentos, fragilizada ainda mais pela exposição a algumas situações absurdas do programa de TV  - como colocá-la dentro de um brinquedo que a faz girar violentamente ou fazê-la experimentar um arroz que está cru, apenas para comentar a gastronomia local.

A falsidade desta TV fútil e espetaculosa é um dos melhores temas do filme, que, de resto, é um tanto fluido e excessivamente longo para sua proposta. Alguns dos melhores momentos estão em sequências num teatro, evocando a fantasia de Yoko com seu desejo de ser cantora. A escolha de Hino ao Amor, de Edith Piaf, porém, se mostra um tanto estranha para alguém tão jovem quanto Yoko - é mais provável que seja algum fetiche do diretor do filme. E repetir a música também no final, com um arranjo meloso, também é demais. 

Neusa Barbosa


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