Vai que cola - O começo

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País


Sinopse

Ferdinando sai de sua pequena cidade do interior em busca de sucesso no Rio de Janeiro, mas nada é como planejado. Ele acaba indo parar na feijoada que Terezinha fez para comemorar a saída de seu marido, Tiziu, da prisão. Uma série de acontecimentos inesperados, porém, farão com que eles e outros amigos se mudem para a pensão de Dona Jô.


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Crítica Cineweb

03/09/2019

Vai que cola – O começo, segundo filme do programa televisivo, é uma espécie de óvni no universo das neochancadas recentes. Não que o filme de César Rodrigues – diretor de vários episódios na televisão e do primeiro longa, de 2015 – seja propriamente bom, mas só de evitar a baixaria, como seu antecessor, ou o marasmo, deexemplares recentes do subgênero, como Socorro! Virei uma garota e O amor dá trabalho, torna-se um triunfo.
 
É bobagem reclamar que é um filme para os fãs da série, porque não teria como ser outra coisa. É um longa que mira em seu público cativo, que já conhece os personagens e o Morro do Cerol. Do contrário, não tem motivo para se ver o longa, que conta como os moradores e as moradoras da pensão de Dona Jô (Catarina Abdala, que brilha como a mãe solteira de bom coração) vieram parar lá.
 
A princípio aqui, a figura central é Ferdinando (Marcus Majella), que sai de sua pequena cidade no interior com o intuito de brilhar no Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro do Méier. No ônibus, conhece Maicol (Emiliano D'Ávila), sujeito de pouca inteligência, mas generoso. Enquanto isso, nos arredores do Morro do Cerol, Teresinha (Cacau Protássio) prepara uma feijoada para seu marido, o mafioso Tiziu (Fábio Lago), que está saindo da prisão, e será preparada por Dona Jô, que, por sua vez, sempre cai nas mentiras de Jéssica (Samantha Schmütz), que faz tudo para passar o tempo com o namorado, Lacraia (Silvio Guindane).
 
A graça do filme está juntar, ao final, na pensão de Dona Jô – de maneira um tanto plausível, um tanto forçada – esse grupo de personagens e Velna (Fiorella Mattheis), uma espiã que nunca faz muito sentido. É, obviamente, um filme feito para quem acompanha a série, trazendo para o centro do palco coisas que na televisão são notas de rodapé:como o lendário Tiziu (cujo fantasma protege até hoje Terezinha com faíscas elétricas), e como Maicol e Jéssica começaram a namorar, ou como Ferdinando conseguiu o emprego de concierge.
 
Deixando de lado o histrionismo do primeiro filme, Vai que cola – O começo é mais bem comportado do que o longa anterior e o televisivo. O nível é, inesperadamente, mais alto, dentro das possibilidades – não que seja um humor sofisticado, mas isso não é um problema, porque nunca foi o objetivo do programa. Assim, no cinema, Dona Jô e sua turma se mantêm fieis ao espírito do original. 

Alysson Oliveira


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