Anna - O perigo tem nome

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Sinopse

A russa Anna Poliatova reina absoluta como modelo em Paris. Ninguém imagina que a bela e esguia loura é, na verdade, uma mortífera agente a serviço da KGB, no anos de 1990.


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Crítica Cineweb

21/08/2019

Diretor consagrado por inúmeros sucessos de bilheteria, o diretor francês Luc Besson revisita seu passado, particularmente Nikita: Criada para Matar (1990), para escrever e dirigir o suspense de ação Anna: O Perigo Tem Nome.
 
Besson, basicamente, repete sua fórmula, colocando uma bela mulher, aqui a modelo russa Sasha Luss, para atuar como uma assassina a serviço do governo da antiga URSS, em 1990. Tudo parece um tanto datado neste filme, aliás. As características da protagonista são muito parecidas com as de Nikita (Anne Parillaud): Anna Poliatova é, também, transformada em assassina a contragosto. Em seu caso, ela vivia com um gângsterzinho, que a maltratava e que acaba morto diante de seus olhos depois de ter tentado um sequestro que termina em assassinatos. Quem o matou foi o agente da KGB, Alex Tchenkov (Luke Evans), que se torna o recrutador de Anna para a agência secreta russa. A moça aceita, sob a promessa de que sua atuação não vai ultrapassar 5 anos.
 
O espetacular tipo físico da russa torna-a alvo também de caçadores de talentos de agências de modelos. Assim, ela vai morar em Paris, onde este emprego serve perfeitamente como disfarce para sua missão de matadora. Ela não conta, porém, com a simpatia de sua chefe imediata na KGB, Olga (uma Helen Mirren terrivelmente caricata), que não raro coloca a vida de sua bela funcionária em risco. E ainda vai ter que lidar com alguns perigos introduzidos por um agente da CIA (Cillian Murphy). 
 
Besson é um diretor experiente e, com a ajuda de seus habituais colaboradores - Thierry Arbogast na fotografia, Julien Rey na montagem e Eric Serra na trilha sonora -, entrega um filme de ação acelerado. Mas o roteiro é incrivelmente incongruente, até concedendo-se algumas inevitáveis licenças que acompanham o certificado de “filme para entretenimento”. 
 
Um pecado mortal para este gênero é que poucas cenas são realmente empolgantes - uma exceção é a sequência em que Anna enfrenta uma porção de homens dentro de um restaurante e recorre a praticamente todos os objetos ao seu alcance - pratos, inclusive - para defender-se do que seria sua morte certa. No mais, o filme parece uma pálida sombra de tudo aquilo de que Luc Besson já foi capaz, recorrendo a lamentáveis clichês caricaturais tanto no retrato dos russos quantos dos fotógrafos de moda (o que supostamente deveria dar uma nota de humor, mas não chega lá)

Neusa Barbosa


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