O amor dá trabalho

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Sinopse

Ancelmo é um funcionário público folgado e preguiçoso que, ao morrer, para evitar ir para o inferno, aceita a missão de reunir um casal que se separou há mais de uma década, quando ele a abandonou no altar.


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Crítica Cineweb

21/08/2019

Mais um ano, e mais um novo velho filme protagonizado por Leandro Hassum fazendo pela enésima vez o mesmo papel, com os mesmo cacoetes e um (suposto) humor que envelheceu faz tempo – e já não encontra nem a mesma resposta nas bilheterias, vide o desempenho de Não se aceitam devoluções e O candidato honesto 2, ambos do ano passado, que não fizeram o mesmo sucesso que longas anteriores protagonizados pelo ator.
 
Em O amor dá trabalho, ele interpreta Ancelmo, um burocrata preguiçoso que morre quando um dos arquivos cai em cima dele. Chegando ao andar do meio – nem céu, nem inferno –, é recebido por uma entidade local (Anselmo Vasconcelos), e é informado de que não pode ir para cima porque não tem pontos suficientes, nunca fez nada de bom na vida. Sua chance aparece quando um anjo (Tadeu Melo) lhe confia uma missão: reunir Elisângela (Flávia Alessandra) e Paulo Sérgio (Bruno Garcia), que a abandonou no altar 12 anos atrás. Até hoje, ela não superou a perda.
 
O filme dirigido por Ale McHaddo e roteirizado pelo diretor e Felipe Mazzon não perde a chance de usar clichês de mau gosto e tentativas de piadas sem graça, além do sexismo, gordofobia e afins. Algumas das tiradas de humor são tão ruins (como o trocadilho com as palavras calzone e causar) que os próprios personagens comentam isso, o que torna os diálogos duplamente embaraçosos.
 
Na Terra, uma Elisângela se transformou numa empreendedora de sucesso vegana que tem um food truck – mas infeliz porque chegou aos 40 anos sem casar, na mentalidade bastante anacrônica do filme. Paulo Sergio é um investidor milionário, que namora Fernanda (Monique Alfradique), o desnecessário clichê da loira burra e fútil, com quem o filme é constantemente cruel e cujo cabelo será sujo diversas vezes por comida.
 
No céu, um conselho de entidades divinas (Dani Calabresa, Maria Clara Gueiros, Ludmila, Falcão, Paulinho Serra, Helio de La Peña, entre outros) discute o destino de Ancelmo. E, dado o calibre dos e das intérpretes aqui, esses momentos resultam nas melhores cenas de O amor dá trabalho.
 
A trama segue o óbvio sem muito esforço para ser criativa, com situações tolas que parecem saídas de uma comédia americana fraca, mas poderiam se sustentar não fosse a interpretação histriônica de Hassum, que aqui parece juntar tudo o que há de pior nos personagens que fez nos últimos anos. Falta-lhe o carisma que já mostrou em filmes como Até que a sorte nos separe e na televisão. Ele parece estar num longa diferente do restante do elenco. Pouco ajuda também a falta de emoção e expressividade de Alessandra e Garcia. O que sobra é Tadeu Melo, cujo carisma e simpatia são um oásis em meio à monotonia geral. 

Alysson Oliveira


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