Espero tua (re)volta

Ficha técnica

  • Nome: Espero tua (re)volta
  • Nome Original: Espero tua (re)volta
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2019
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 93 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Eliza Capai
  • Elenco:

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País


Sinopse

Em 2015, depois que o governo estadual de São Paulo anunciou uma reorganização do ensino público, jovens secundaristas iniciaram manifestações e ocupações das escolas em resistência às medidas.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

13/08/2019

Espero tua (re)volta é um filme necessário para o presente, na medida em que resgata as manifestações e ocupações estudantis de 2015 no estado de São Paulo contra a reestruturação do ensino médio pelo então governador, Geraldo Alkmin, e seu secretário da educação, Herman Voorwald. Os secundaristas saíram vitoriosos. O filme foi premiado em diversos festivais, entre eles Berlim (Prêmio da Anistia Internacional e Prêmio da Paz); melhor filme no FICIP, Festival Internacional de Cine Político, na Argentina; no Cine PE, como melhor filme, roteiro, montagem e prêmio da crítica.
 
Dirigido por Eliza Capai, o documentário cria sua narrativa a partir de três ex-secundaristas envolvidos nas manifestações e ocupações: Lucas Koka, que era presidente do grêmio estudantil da Caetano de Campos; Nayara Souza, atual presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo; e Marcela Jesus, que ocupou sua escola e hoje, aos 19anos, é atriz na ColetivA Ocupação. São figuras dotadas de carisma e histórias sobre aquele momento que merecem ser contadas.
 
Estruturalmente, Espero tua (re)volta custa um pouco a se encontrar, começando com umas espécie de jogral feito por Lucas, Nayara e Marcela, resgatando as manifestações de junho de 2013 contra o aumento da passagem dos transportes públicos na cidade de São Paulo. É claro que existe uma conexão entre esse momento e aquele de dois anos depois, protagonizado pelos secundaristas, mas há uma certa confusão para explicar essa ligação. É também um tanto ingênuo no seu diagnóstico de 2013, por ser superficial sobre esse momento. A narração em off do trio pouco ajuda, uma vez que conta com um texto artificial tentando ser descolado.
 
Quando Capai e seu filme superam esse começo ruim, e 2015 finalmente chega à tela, o documentário cresce porque dá voz aos estudantes de verdade. Só aí, então, parecem estar falando com propriedade sobre o assunto. Junho de 2013 parece ser nebuloso até para eles – mesmo estando nas manifestações –, não conseguindo, portanto, fazer um comentário mais significativo.  
 
De qualquer forma, contando com imagens de ativistas, mídias alternativas e até da TV Globo – a Globonews e a Globo Filmes são creditadas como coprodutoras –, Espero tua (re)volta é capaz de organizar uma narrativa clara e sincera sobre os acontecimentos de 2015. O depoimento do trio aí é precioso, pois estavam, literalmente, no olho do furacão. E dar-lhes a chance de olhar para trás e resgatar aquele momento – especialmente no presente em que vivemos – é fundamental para o trio, para o filme e para o país. 

Alysson Oliveira


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