Um amor impossível

Ficha técnica


País


Sinopse

Nos anos 1950, no interior da França, a funcionária de escritório Rachel conhece um jovem rico, Philippe. O relacionamento é intenso mas ele sempre é muito franco no sentido de dizer que nunca se casará com ela - que acaba engravidando.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

06/08/2019

Veterana diretora francesa, Catherine Corsini (Partir) constrói, mais uma vez, um relacionamento complicado entre um homem e uma mulher em Um Amor Impossível - em que o título entrega totalmente o clima desse romance entre Rachel (Virginie Efira) e Philippe (Niels Schneider), ambientado na França dos anos 1950.
 
A diferença social que há entre a funcionária de escritório e o herdeiro milionário não impede um relacionamento intenso, repleto de paixão física, que culmina numa gravidez indesejada - especialmente por ele. Philippe, no entanto, não se comporta como um cafajeste vulgar, mentindo sbre suas intenções. Aliás, ele sempre deixa friamente claro que não quer esse filho e que jamais se casará com Rachel.
 
A personagem feminina, ainda que determinada e independente, parece capturada numa espécie de teia masoquista, mantendo, ao longo dos anos, um relacionamento intermitente com este homem que parece só ter em vista os próprios desejos, recusando-se por muito tempo inclusive a conhecer a filha, Chantal.
 
O roteiro, assinado pela diretora e Paulette Polmanss, a partir do livro de Christine Angot, constrói personagens consistentes dentro desta toada irreversível, em que, inexplicavelmente, dada a mulher que é, Rachel não consegue esboçar alternativa nem escapatória. Pior ainda é como Chantal (adulta, interpretada por Jehnny Beth) é progressivamente capturada nessa espiral destrutiva de uma família disfuncional. Neste sentido, graças às interpretações dedicadas dos protagonistas, o filme atinge seu objetivo de compor uma atmosfera sufocante, em que os sentimentos mais luminosos da juventude assumem, finalmente, um caráter doentio.
 
Uma prova da eficiência da direção é o quanto o espectador - especialmente a espectadora - se verá inquietamente mobilizado para torcer por uma reação destas personagens femininas diante de uma verdadeira muralha de insensibilidade e machismo, ainda que os caminhos para que isso acontecesse pudessem ser conduzidos de diversas outras maneiras. O universo de Catherine Corsini é frio como uma autópsia de sentimentos implodidos. 

Neusa Barbosa


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