Noite mágica

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Sinopse

Antonino, Luciano e Eugenia são finalistas de um prestigiado prêmio de roteiro em Roma. Freqüentando os bastidores da indústria cinematográfica, naquele ano de 1990, conhecem personalidades e procuram encontrar um lugar para si mesmos, mas acabam envolvidos numa trama policial.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

06/08/2019

1990. A Itália sediava a Copa do Mundo de futebol e esperava ganhar mais um título. Enquanto isso, o mestre Federico Fellini girava aquele que seria seu último filme, A Voz da Lua. Os dois acontecimentos, aparentemente distanciados, somam-se para dar o tom melancólico de Noite Mágica, o novo filme do cineasta italiano Paolo Virzì.
 
Voltando a filmar na Itália depois de dirigir seu primeiro filme em inglês (Ella & John, 2016), Virzì revisita seu passado e biografia, ao lado de seus corroteiristas, Francesco Piccolo e Francesca Archibugi. Não por acaso, os protagonistas da história são três jovens roteiristas, concorrentes ao prêmio Solinas: Antonino Scordia (Mauro Lamantia), Luciano Ambrogi (Giovanni Toscano) e Eugenia Malaspina (Irene Vetere). 
 
Para sustentar a narrativa, cria-se uma trama policial paralela. Logo no início, um produtor, Leandro Saponaro (Giancarlo Giannini), aproxima-se do vencedor do prêmio Solinas, Antonino, procurando aproveitar-se de sua ingenuidade e do cheque recebido por ele. Na mesma noite em que a Itália era derrotada nas semifinais da Copa pela Argentina, o carro do produtor acabava no fundo do rio Tibre. Na investigação deste suposto assassinato, um comissário (Paolo Sassanelli) chama à delegacia os três jovens roteiristas como suspeitos de um crime. Através de flashbacks, revelam-se os detalhes. 
 
É através dos olhos desse trio que se revê o final daquela máquina de sonhos que tornou a Cinecittà famosa no mundo inteiro. Finalistas do concurso de roteiros, os três jovens embarcam por festas, jantares, conversas com vários personagens importantes nos bastidores da indústria cinematográfica italiana, através dos quais pensam poder encaminhar as próprias carreiras. Vários deles são calcados em pessoas reais: o roteirista Fulvio Zappellini (Roberto Herlitzka) é inspirado no roteirista Furio Scarpelli; o velho mestre Pontani (Ferruccio Soleri), em Michelangelo Antonioni; o roteirista Ennio (Paolo Bonacelli), no roteirista Ennio De Concini, que escreveu a comédia Divórcio à Italiana; e “a advogada” (Ludovica Modugno), na advogada Giovanna Cau, que negociava os contratos de todo mundo. 

Não é preciso, necessariamente, saber quem é quem para decifrar os bastidores desta engrenagem - ainda que seja preciso ser pelo menos um pouco cinéfilo para compartilhar os sonhos do trio de jovens. É fato que os protagonistas poderiam ter sido concebidos com um pouco mais de aprofundamento e até mesmo humor. Sua fragilidade e inexperiência são naturais, mas o frenesi com que a história os desloca pelos ambientes e situações não lhes dá muita chance de ganharem o coração dos espectadores - exceto em alguns momentos, como quando um deles chega, emocionado, ao set de filmagem de A Voz da Lua

Neusa Barbosa


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