Retrato do amor

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Sinopse

Para agradar à sua avó que mora no vilarejo onde nasceu, um fotógrafo de Mumbai finge ter uma noiva. Quando a avó resolve visitá-lo, ele precisa pedir ajuda a uma desconhecida para manter a farsa. Com o tempo, acaba se apaixonando de verdade pela moça.


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Crítica Cineweb

30/07/2019

Com Retrato do amor, o indiano Ritesh Batra volta à sua terra natal – após duas incursões no cinema internacional, com O sentido do fim e Nossas noites – e ao formato que fez seu nome com Lunchbox, seis anos atrás, ou seja, um romance delicado, melancólico e contido. Aqui, contido até demais, a ponto de atrapalhar um pouco o andamento da trama e o envolvimento do público.
 
O protagonista é Rafi (Nawazuddin Siddiqui), um fotógrafo de rua que ganha a vida tirando fotos de turistas em lugares famosos da Mumbai. Ele deixou seu vilarejo para tentar a vida na cidade grande, e sofre sozinho, sem muito dinheiro ou perspectivas na vida. A outra metade do casal é Miloni (Sanya Malhotra), uma estudante de contabilidade de sucesso que, por ser a primeira da sala, tem sua foto com um coroa na cabeça estampada nos outdoors pela cidade, fazendo propaganda do curso.
 
Esse é um romance contido, no qual os amantes mal se tocam, mal falam um com o outro. Rafi conhece Miloni por acaso, quando tira uma foto dela e, acidentalmente, ela vai embora sem pagar. Ele a reencontra e lhe pede para fingir ser sua namorada, porque sua avó, Dadi (Farrukh Jaffar), virá visitá-lo e ela crê que ele tem uma noiva. A moça aceita o pedido e a farsa começa.
 
Mas farsa não é bem o tom que Batra, também autor do roteiro, adota em seu Retrato de amor. Aqui temos um romance terno, de silêncios e elipses. Talvez elipses até demais. Algumas cenas-chave ficam de fora do filme, é como se fosse um erro, um esquecimento na montagem. Mas não é. É uma estratégia proposital do diretor, que nem sempre funciona. O que ele quer dizer com essas omissões não fica muito claro. Talvez signifique que nem tudo seja compreensível numa relação amorosa, por isso nem tudo é necessário? Ou que certos momentos importam apenas para os envolvidos? O fato é que o resultado é estranho.
 
Precisamos acreditar que essas duas almas solitárias – com algumas décadas de diferença – se encontram uma na outra, mas é uma tarefa um tanto árdua acreditar nesse romance. Em seu favor, Batra tem a ótima fotografia, assinada por Tim Gillis e Ben Kutchins que transforma Mumbai numa verdadeira personagem, destacando detalhes da cidade em suas cores e sons. Outros elementos muito bem empregados são o ator e a atriz principal. Donos de carisma e química, eles formam um casal que pedia uma história de amor mais bem resolvida. 

Alysson Oliveira


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