Mulheres armadas, homens na lata

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Sinopse

Um trio de operárias numa fábrica de peixe enlatado acidentalmente mata o chefe abusivo. Depois de enlatar o cadáver, elas ficam com uma sacola de dinheiro que ele carregava. O que elas não sabem é que ele estava envolvido com mafiosos, que farão de tudo para recuperar o dinheiro de que elas se apropriaram.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

30/07/2019

Com esse título provocativo, esta é uma comédia que mira nos tópicos do presente: empoderamento feminino e luta contra o assédio (especialmente no ambiente de trabalho). A partir de um enfoque totalmente equivocado, quer surfar na onda do momento, mas faltam-lhe um mínimo de profundidade e bom senso.
 
Dirigida por Allan Mauduit, a partir de um roteiro dele e Jérémie Guez, o filme transforma violência contra as mulheres numa espécie de fetiche bizarro. Não que o cinema não deva mostrar isso, claro que deve, mas fazer da violência motivo cômico é bastante problemático. Ver uma mulher levando pancada (ou um homem que seja) apenas para tentar fazer rir não tem graça. E é exatamente isso que Mulheres armadas, homens na lata faz.
 
O pôster do longa tenta vendê-lo como uma mistura de Quentin Tarantino com os irmãos Dardenne e, digamos, até existem os elementos que fizeram a fama de um (sangue e violência) e dos outros (realismo social). Mas, feito sem o requinte, a qualidade desses diretores, torna-se pura violência gratuita.
 
As mulheres do título são funcionárias de uma fábrica de enlatados interpretadas por Cécile de France, Yolande Moreau e Audrey Lamy. Uma delas, na iminência de um estupro, consegue capar seu chefe agressor (Patrick Ridremont) batendo com a porta do armário contra ele. Para livrar-se do corpo, com a ajuda das outras duas amigas, corta-o em pedaços e o distribui em latas, deixando-as num setor de produtos com problemas, que não podem ser vendidos.
 
Além disso, elas ficam com uma sacola de dinheiro que encontraram com o patrão. O que elas não sabem é que ele é ligado a mafiosos, a quem pertence o dinheiro, que começam a persegui-las, o que serve como pretexto para alguns banhos de sangue.
 
Se alguém consegue achar graça num pênis capado que fica se mexendo no chão, gente apanhando com pá, e aquele tipo de filme com aquele tipo de clichê com dez pessoas apontando uma arma umas para as outras – este é seu filme. Para os outros, melhor passar longe. 

Alysson Oliveira


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