Velozes e furiosos: Hobbs & Shaw

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Sinopse

Quando um poderoso vírus criado em laboratório ameaça o mundo, um agente americano e um inglês, que se odeiam, são obrigados a unir forças para salvar a humanidade.


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Crítica Cineweb

23/07/2019

Mais do que um filme, Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw é uma espécie de paradoxo cinematográfico: é um dos melhores filmes da série, especialmente porque tem muito pouco – ou quase nada – a ver com a série. Essa é uma nova franquia que traz o nome da original no título apenas como um chamariz, mas que independe de conhecimento prévio.
 
Dwayne Johnson interpreta Hobbs, que apareceu no quinto filme da série, de 2011, enquanto Jason Statham esteve no sétimo, de 2015. No longa anterior, de 2017, a dupla foi colocada numa prisão de segurança máxima. Aqui, eles retomam esses personagens, que ganham sua franquia própria e são obrigados, novamente, a unir forças, apesar de suas rivalidades. Sua missão será evitar que um vírus poderoso – que começa consumindo os órgãos internos das vítimas –, criado em laboratório, se espalhe pelo ar e dizime o mundo inteiro.
 
Veracidade nunca foi o forte da franquia, e não ia ser aqui que isso ia mudar. E, no fundo, não faz a menor diferença. A trama, assinada por Chris Morgan (roteirista da série desde o terceiro filme) e Drew Pearce, é completamente estapafúrdia e tudo bem, porque se for para atentar aos detalhes e plausibilidade não há filme de perseguição e pancada que se sustente. O diretor David Leitch (Deadpool 2) investe bastante no bromance entre Hobbs e Shaw, e a química entre os dois atores faz a dupla funcionar bem, especialmente na rivalidade de ego de macho alfa.
 
O tal do vírus está no corpo de uma ex-agente especial, Hattie (Vanessa Kirby), que foi obrigada a fazer o download dele em si mesma, quando o seu grupo foi interceptado por uma criatura mutante, Brixton (Idris Elba), pertencente à organização Eteon. Ele é um ser humano aperfeiçoado em laboratório que, com razão, se autoproclama o Super-homem negro, e quer fazer uma espécie de limpeza da humanidade, deixando vivos apenas os mais fortes, com a ajuda do tal vírus.
 
Ele está atrás de Hattie, que está com o vírus em seu corpo e que, se não for extraído dela e guardado numa cápsula nas próximas 72 horas, se tornará ativo, matando-a e se espalhando pelo mundo. Acontece que a garota é irmã de Shaw – e filha de Queenie (Helen Mirren, numa pequena e ótima participação) –, e ele e Hobbs, depois de caírem numa armadilha de Brixton, são obrigados a trabalhar juntos para salvar a garota (e o mundo) e provar sua inocência.
 
Os fios da narrativa nem sempre fazem sentido, com algumas subtramas esquecidas pelo meio do caminho. Mas nada disso realmente importa. Se a razão de existir de Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw são as cenas de perseguição e luta, o filme de Leitch cumpre seus objetivos com louvor, porque o diretor não deixa de elevar esses momentos ao extremo, indo além até daquele tipo de coisa plausível apenas para os super-heróis.
 
Obviamente, Hobbs & Shaw termina repleto de ganchos para próximos filmes da série, além de novos personagens, como um agente da CIA interpretado por Ryan Reynolds, e Chris Tucker, como um militar desesperado para entrar em ação. Fora eles, claro, Helen Mirren é sempre uma grata presença com seu cinismo e fleuma britânica em meio aos sopapos dos brutamontes. 

Alysson Oliveira


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