Espírito jovem

Ficha técnica


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País


Sinopse

Violet tem 17 anos e vive com sua mãe numa comunidade rural numa ilha na Inglaterra. Ela sonha em ser cantora e a oportunidade surge quando se inscreve num concurso na televisão.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

12/06/2019

A personagem que Elle Fanning faz em Espírito Jovem é, guardadas as devidas proporções estéticas, uma versão daquela que fez em Demônio de Neon. Aqui não tem nenhum demônio, mas sobra neon para todos os lados nessa fantasia em que uma garota tímida e talentosa é alçada à categoria de ídolo quando participa de um programa de televisão à la Ídolos e The Voice, chamado Teen Spirit.
 
Escrito e dirigido pelo ator Max Minghella (filho do diretor Anthony Minghella, e ator da série O conto da aia), este é um filme cujo ritmo bate na pulsação da eletronic dance music. Ainda assim, encontra espaço para clássicos pops dos anos 90 e um inesperado “Flashdace what a feeling”, o que vem bem a calhar dada que a história da protagonista, Violet (Fanning), é uma espécie de Cinderela como a de Flashdance. A mistura de músicas e ritmos talvez tentem dar ao longa alguma contemporaneidade eclética, mas esse verniz não esconde que, no fundo, é uma coleção de músicas (muitas apenas pegajosas). É um filme mais para ouvir do que ver.
 
Violet é filha de uma imigrante polonesa e cresceu numa comunidade rural na Ilha de Wight, com uma mãe religiosa (Agnieszka Grochowska), que incentiva a filha a cantar no coral, pois não há plateia melhor do que o Senhor. Mas a garota tem outras ambições e, de vez em quando, se apresenta num bar onde acaba fazendo amizade com um ex-cantor de ópera croata (Zlatko Buric), que se torna seu empresário e protetor quando ela precisa de um adulto para acompanhá-la na audição para o show de talentos.
 
Fanning, como já provou diversas vezes, é uma grande atriz, mas não tem como superar uma personagem que parece crua e nunca faz muito sentido em suas ações. De qualquer forma, ela canta – e como canta! Talvez a grande qualidade aqui. Violet é bem mais interessante cantando do que fazendo outras coisas, até porque ela nem faz muita coisa. Os outros personagens, tanto o empresário croata, como a mãe e as outras participantes do concurso são figuras extremamente planas, sem muito a fazer a não ser cumprir uma função na história. Possivelmente, apenas Rebecca Hall ultrapassa essa limitação fazendo a gélida vilã do filme. Já a fotografia da americana Autumn Durald, que ressalta o excesso de neon que envolve as personagens, é, na falta de outra palavra, excessiva, beirando o cafona em alguns momentos. 

Alysson Oliveira


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