Juntos para sempre

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Sinopse

Ethan e Hannah moram em sua fazenda no Michigan, com a nora Gloria e a neta, CJ, depois da morte do único filho do casal. Eles têm um cão, Bailey, que recebe do dono, Ethan, uma missão especial - cuidar de CJ, que um dia a mãe resolve levar embora, tirando-a da vida dos avós.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

31/05/2019

Retomando a história de Quatro Vidas de um Cachorro (2017), com Lasse Hallström trocando a cadeira de diretor para a de produtor executivo, Juntos para Sempre, de Gail Mancuso, é uma história nascida para emocionar pessoas apaixonadas por animais, especialmente por cães.
 
Como o ponto de partida é sempre o bestseller de W. Bruce Cameron, alguns personagens principais continuam os mesmos, caso de Ethan (Dennis Quaid, que atuou no filme de 2017) e Hannah (Marg Helgenberger), além, é claro, de seu adorado cão, Bailey - que retorna ao longo da história em muitas encarnações.
 
Desta vez, o eterno retorno do cão (que muda de nome, raça e até de sexo, eventualmente) tem um propósito bem definido - estar por perto de CJ (Kathryn Prescott), a neta que Ethan e Hannah perderam de vista, depois de um conflito com a nora, Gloria (Betty Gilpin).
 
Viúva do filho único do casal, Gloria decidiu partir da fazenda, no Michigan, onde morava com os sogros, querendo cuidar da própria vida do seu jeito, ela que quer ser cantora e independente. E também ficar longe de cachorros.
Evidentemente, este não vai ser o caso por muito tempo. Melhor amiga do sino-americano Trent (Ian Chen), a menina CJ (Abby Ryder Fortson) acaba indo com ele num local onde ele vai adotar um cãozinho. Nessa vida transformada na fêmea Molly, Bailey vai literalmente jogar-se em cima dela, forçando sua própria adoção.
 
O filme se estrutura ao longo destas vidas sucessivas de Bailey (trocando de nome), ao mesmo tempo que acompanha os conflitos de CJ com uma mãe um tanto relapsa e sua própria busca de independência e identidade. 
 
Como bem se pode imaginar, toda a história converge para um fechamento do círculo em torno do ponto de vista inicial. É o tipo do filme que traz um formato um tanto televisivo, decorrente da própria experiência diretora nesse meio, e também da limitação de suas ambições a compor uma história com emoções previsíveis - ainda que seja inegável que a inglesinha Kathryn Prescott, que interpreta CJ na idade adulta, tem um encanto que garante que se preste atenção nela. Ela pode render muito em outros papeis.
 
Os adoráveis cães ao longo do caminho e sua interação com CJ, e também com o Trent adulto (Henry Law), são, evidentemente, a maior atração.
 
A se lamentar apenas um viés um tanto satanizador de algumas figuras de mulheres, como a própria Gloria - uma personagem que poderia ter mais e melhores nuances - e Liesl (Daniela Barbosa), como a namorada megera de Trent. Muito triste que isto aconteça, especialmente num filme dirigido por uma mulher.

Neusa Barbosa


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