X-Men - Fênix Negra

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 1 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Vivendo em harmonia com os humanos, um grupo de mutantes vai salvar uma equipe de astronautas da NASA. Mas durante o salvamento, Jean Grey toma contato com uma energia especial e se torna a Fênix Negra. Sem saber controlar seus poderes, e com o risco de machucar os amigos, ela abandona os X-Men.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

05/06/2019

A certa altura, ainda no começo de X-Men: Fênix Negra, uma Raven (Jennifer Lawrence) diz ao Professor Xavier (James McAvoy), depois de ele ter colocado a vida de vários mutantes em perigo, que está cansada de que as mulheres estão sempre salvando o dia, e a coisa toda devia se chamar X-Women. Possivelmente, esse é o melhor momento do filme – supostamente, o último, ao menos, desse ciclo – tem humor e sagacidade, ou seja, tudo o que falta aos 113 minutos do longa dirigido por  Simon Kinberg, produtor de diversos filmes da franquia, que estreia na direção com este.
 
Nos últimos anos, com a ascensão estrondosa dos Vingadores, X-Men sempre pareceram os primos pobres, ou mais modestos – seja nas suas ambições, seja no visual, tudo parece meio de segunda mão diante da grandiosidade da trupe do Homem de Ferro e Cia. A série, que chegou ao cinema em 2000, sempre teve boas intenções, e uma, digamos, mensagem social sobre como os “diferentes” precisam ser aceitos e respeitados. É uma tremenda proposta mas que por quase 20 anos não saiu disso, e, por mais importante que seja repetir essa ideia, já está na hora de acrescentar outras. Com altos e baixos ao longo de duas décadas e um punhado de filmes, a conclusão não poderia ser mais anticlimática e frustrante.
 
Parte disso vem de uma trama um tanto genérica sobre uma mutante que, como tantos outros, carrega uma culpa: Jean Grey (Sophie Turner) foi responsável pela morte dos pais num acidente de carro quando ainda era criança, e mal sabia de seus poderes. Ela é levada para escola do Prof Xavier, onde cresce, domina seu dom e ajuda aos colegas a salvar o mundo. Nesse momento, aliás, mutantes e humanos convivem em paz e harmonia, embora os segundos parecem se submeter a certos caprichos dos outros para que possam ser aceitos. O filme, roteirizado pelo diretor, se leva tão a sério que em certos momentos isso é discutido com pompa e circunstância.
 
Nos anos de 1990, já adulta, ajudando numa missão de salvar astronautas da NASA, Jean Grey é atingida por uma força cósmica e se torna a Fênix Negra, com poderes ainda mais fortes, que ela não é capaz de controlar, o que a faz abandonar seus amigos mutantes, inclusive seu interesse amoroso, Ciclope (Tye Sheridan).
 
Como apenas essa trama não seguraria um filme inteiro, entra em cena também um bando de alienígenas dispostos a destruir os humanos e dominar a Terra – percebe-se que criatividade não é o forte deles. A primeira vítima é uma dondoca controlada por extraterrestre que toma seu corpo e atende pelo nome de Vuk, que é interpretada por Jessica Chastain numa peruca platinada e totalmente desperdiçada nesse filme.
 
Os outros mutantes, como Tempestade, Noturno e Mercúrio, são coadjuvantes que beiram do descartável, cuja função no filme parece ser apenas participar da batalha final do bem contra o mal. Michael Fassbender é novamente Magneto, e parece estar cansado do personagem, assim como Jennifer Lawrence, que acaba tendo mais sorte do que ele aqui.
 
Fênix Negra não diz a que veio. Seus personagens são pálidos e a trama pouco empolgante. O que sobra é uma festa de efeitos especiais o que nunca é o suficiente para segurar um filme. E a interpretação de Turner, como Jean Grey/Fênix Negra, é tão sem graça quanto o filme. Seus olhares sorumbáticos perdidos no horizonte resumem bem essa conclusão de uma franquia que merecia um final melhor. 

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança