Ma

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Sinopse

Sue Ann é uma mulher solitária e que odeia seu trabalho como assistente de uma veterinária. Porém, acaba ficando amiga de um grupo de adolescentes, e, para que eles possam beber sem a polícia os incomodar, abre o porão de sua casa para eles. Porém, essa generosidade toda tem um preço.


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Crítica Cineweb

23/05/2019

O suspense Ma não credita Stephen King como uma de suas inspirações, mas é inegável que o longa dirigido por Tate Taylor foi buscar lá em Louca obsessão e Carrie alguns elementos que, rearranjados, resultaram num thriller psicológico competente e muito tenso, especialmente por conta da performance de Octavia Spencer como a personagem-título.
 
Tal qual Misery, de Louca Obsessão, Ma adora companhia, mas nem tem amigos. Seu nome verdadeiro é Sue Ann, e ela trabalha como assistente de uma veterinária, num emprego que ela odeia, com uma chefe (Allison Janney) com quem vive em atrito. A moça é solitária, mas tudo muda quando um grupo de adolescentes, que ela nem conhece, pede para entrar uma loja e comprar bebidas para eles. Nasce daí uma amizade. Ela meio que os persegue no Facebook, descobre quem são, e depois, novamente, compra bebidas.
 
Preocupada com o grupo – que inclui Maggie (Diana Silvers), que acaba de se mudar para a cidade com a mãe (Juliette Lewis) – Sue Ann sugere que eles se reúnam no porão da casa dela, por ser mais seguro, e não correrem o risco de serem incomodados pela  polícia num local público. Aí é que ganha o apelido carinhoso de Ma.
 
Trabalhando com um roteiro escrito por  Scotty Landes, o diretor, que até agora fez filmes genéricos – como Histórias cruzadas e A garota do trem – nunca teve, digamos, uma assinatura, um estilo, e não foi aqui que ele forjou essas coisas, mas ele conjura tão bem elementos do suspense e do humor negro que seu trabalho é eficiente. É como se pegasse os filmes de adolescentes dos anos de 1980 – o John Hughes é, inclusive, mencionado por uma personagem – e jogasse sobre eles a luz do suspense e do terror, transformando-os naqueles longas de adolescentes em apuros. O que haveria de mais comum aqui, no entanto, ganha novos contornos graças a Spencer.
 
Sue Ann, conforma mostra os flashbacks, era uma garota esnobada na escola em meados dos anos de 1980, e quando alguém a notava era para fazer bullying. Quando, algumas décadas depois, ela abre sua casa para vários adolescentes e começa a cair na farra com eles, é como se estivesse a fim de fazer as pazes com seus traumas do passado – ou não.
 
Produzido pela Bloomhouse – a mesma de Corra! – e trazendo uma protagonista afroamericana é possível encontrar um subtexto da questão racial. Não é algo que o filme explore a contento, mas o isolamento de Sue Ann na adolescência – interpretada por Kyanna Simone Simpson –, nos anos de 1980, pode ter a ver com o fato de ser negra. A sua solidão, numa cultura hegemonicamente caucasiana (ao menos, naquela época), não justifica as atrocidades que ela irá cometer, mas ilumina a personagem cujo o sorriso largo de Spencer irá causar simpatia e medo. 

Alysson Oliveira


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