Aladdin

Ficha técnica


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Sinopse

Aladdin é um órfão de bom coração que vive de pequenos expedientes, mas sua vida muda quando conhece a princesa Jasmine por quem se apaixona, e também encontra uma lâmpada com um gênio que lhe concede três desejos.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

22/05/2019

Ainda no começo de Aladdin, a aventura live action de Guy Ritchie, adaptada do desenho da Disney, uma pequena família está numa pequena embarcação que parece estar em algum lugar perto das míticas Arábias. O menino reclama que o barco deles é pequeno, em comparação àquele com que acabam de cruzar, mas explica que esse tamanho é perfeito para eles. O marido irá contar uma história explicando isso, mas o garoto pede para que seu pai cante. O homem promete não cantar, mas a promessa em vão. No segundo seguinte, Will Smith, que interpreta esse personagem, está cantando, o que não é nenhuma surpresa dado o filme.
 
O que poderia ser o começo de algo reverente beirando o tedioso, com músicas melosas, felizmente se transforma num filme divertido, especialmente porque Ritchie, trabalhando com roteiro assinado por ele e John August (A fantástica fábrica de chocolate), assume um tom cartunesco que, embora não satirize o original, deixa de lado o peso da reverência e leva para a tela os malabarismos e pirotecnias visuais típicas de seus filmes – como Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, e Sherlock Holmes. Estranhamente funciona, na maioria do tempo, embora mais de duas horas de duração seja um exagero.
 
A trama segue mais ou menos a original, e encontra muito de sua graça no carisma dos intérpretes do casal central, Mena Massoud, como Aladdin, e Naomi Scott, como Jasmine. São dois personagens que não se encaixam nos padrões, e tentam sobreviver numa sociedade que os oprime. Ele é um malandro boa-praça, que vive de pequenos expedientes, e seu único companheiro é um pequeno macaco, Abu. Ela é a Princesa do reino, que nunca saiu do castelo, e está na idade de se casar.
 
Essa é a história clássica da dama e o vagabundo, mas o gênio (Smith novamente) é o que muda o caminho das coisas. Como já é mais que sabido, quem encontra a sua lâmpada tem direito a três pedidos, e Aladdin é o sortudo. Não há nada de muito imprevisível aqui, mas o que sustenta o personagem é a graça de Smith. Se no começo ele não consegue sair da sombra da dublagem clássica de Robin Williams, com o tempo o ator, cantor e rapper consegue tomar o personagem para si e injetar seu conhecido carisma. O humor funciona bem, porque existe uma certa ambiguidade e melancolia no personagem preso a um destino de realizar os sonhos de outras pessoas, mas incapaz de se libertar. 
 
O desenho de produção de Gemma Jackson (que tem nos créditos a série Game of Thrones) se vale do colorido típico do Oriente Médio, destacando tons de dourado. São cores vibrantes que saltam aos olhos e representam um ganho ao colorido esforçado (mas pálido) da animação de 1992. Já os efeitos especiais nem sempre são muito bem resolvidos, mas não é nada que atrapalhe o desenrolar da trama.
 
Em sua primeira incursão ao gênero infantil, Ritchie consegue, em certa medida, segurar seus tiques – embora use uma coisa exagerada aqui ou ali, mas, como dito, o tom que foge do realismo permite certos malabarismos visuais. O que fica tem mais a ver com o universo da magia, do encantamento, amor e amizade do que a câmera fazendo piruetas ou as imagens aceleradas – tão típicas dos filmes do diretor.

Alysson Oliveira


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