A costureira de sonhos

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Sinopse

Viúva apenas dois meses depois do casamento, com apenas 19 anos, Ratna deixa para trás sua aldeia na Índia e parte para Mumbai, tornando-se doméstica na casa de um rico solteiro, Ashwin, que está para casar. Na véspera da cerimônia, ele desiste de tudo. E passa a morar sozinho com a empregada, por quem tem simpatia.


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Crítica Cineweb

15/05/2019

Atração da Semana da Crítica em Cannes 2018, este melodrama da diretora Rohena Gera, típico produto do bem-sucedido polo de produção de Bollywood, retrata um romance improvável entre uma empregada doméstica, Ratna (Tillotama Shome), e seu jovem patrão, Ashwin (Vivek Gomber). Para isso, navega entre os muitos clichês que o público brasileiro tão bem reconhece nas novelas mas tem a esperteza de discutir algumas características da sociedade indiana.

Viúva aos 19 anos, depois de apenas de dois meses do casamento arranjado, Ratna deixou para trás a pobre localidade rural onde nasceu para trabalhar em Mumbai. Torna-se empregada do jovem Ashwin, que está prestes a casar-se com Sabina. Na véspera do casamento, ele desiste de tudo, sem dar maiores satisfações em público, cancelando a cerimônia e voltando para casa. Cria-se o maior climão, mas ele é irredutível, mesmo diante das pressões de sua mãe insistente (Divya Seth Shah). A mãe, aliás, é a típica intrigante de novela, sempre disposta a intrometer-se na intimidade do filho, inclusive para supervisionar o serviço de Ratna.

Também roteirista, a diretora aproveita o contexto para comentar as diferenças entre classes, evidenciando os contrastes de oportunidades entre o patrão e a empregada, que trabalha também para que sua irmã, Choti, possa estudar. Ela mesma tem o sonho de tornar-se costureira, procurando aprender o ofício que, na Índia, é controlado por homens e nada dispostos a ensinar alguém sobre sua arte - um detalhe que permite refletir sobre um machismo latente em todas as relações aqui vistas.

Apesar de situado bem mais alto na escala social, que em geral olha com desprezo gente como Ratna, Ashwin é liberal e educado com sua empregada, ajudando-a,, inclusive, a realizar seu sonho. Como ambos são jovens e partilham algumas horas diárias juntos, sua aproximação torna-se inevitável - iniciando um romance proibido diante das regras sociais.

A situação também permite criticar a excessiva interferência dos pais, no contexto indiano, no que diz respeito ao casamento. Mas trata-se de história simples, de fatura modesta, sem nenhum lampejo extraordinário. Talvez esteja na honestidade sua maior qualidade.

Neusa Barbosa


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